A extensão universitária desempenha um papel essencial na formação dos estudantes, conectando o conhecimento acadêmico às demandas da sociedade. A Resolução nº 7/2018 do CNE, que estabelece a destinação de 10% da carga horária dos cursos para atividades de extensão, reforça sua relevância ao democratizar o acesso ao conhecimento e fortalecer a integração entre universidade e sociedade. Na educação básica (EB), essa aproximação estimula habilidades críticas e investigativas, permitindo que os estudantes assumam o protagonismo de seu aprendizado. Além disso, atividades de extensão despertam o interesse por carreiras científicas, fomentando o pensamento crítico e inovação. Programas como o 1000 Futuros Cientistas (1000FC) reforçam a responsabilidade social das universidades ao promoverem cidadania participativa e abordarem questões como sustentabilidade e tecnologia. A interação entre escolas e universidades introduz práticas inovadoras e estabelece parcerias duradouras, beneficiando estudantes e educadores. Apesar de desafios como a falta de infraestrutura e recursos, estratégias colaborativas e o compartilhamento de estruturas têm superado barreiras, garantindo impacto a longo prazo. Registrado formalmente em 2020, o programa 1000FC conecta estudantes da EB à ciência por meio de atividades práticas que integram aspectos sociais e ambientais, alinhando-se à metodologia CTSA, ao ensino por investigação e à abordagem STEAM. Seus projetos, como Experimentando Ciências no DQ/UFMG, Inspirati e Levando o Empreendedorismo para a Educação Básica, promovem vivências experimentais e o desenvolvimento de soluções criativas para problemas reais. Iniciativas como Hialotecnia, Arte e Sustentabilidade incentivam práticas sustentáveis e valorizam resíduos como recursos educativos. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como Educação de Qualidade (ODS 4), Redução das Desigualdades (ODS 10) e Formação de parcerias (ODS 17), o 1000FC reafirma seu compromisso com uma educação inclusiva e transformadora. Suas metodologias colocam os estudantes no centro do aprendizado, conectando o conhecimento à realidade local e formando cidadãos capazes de contribuir para suas comunidades. O programa também tem um forte foco nos professores da EB, principalmente os que lecionam ciências da natureza. Suas atividades foram direcionadas para atender demandas desses profissionais, resultando na criação de um Centro de Integração em sinergia com o 1000FC. Esse Centro capacita professores para aprimorar práticas pedagógicas, conectando o ensino STEAM às atividades de C&T&I desenvolvidas no Departamento de Química (DQ) e no Programa de Pós-Graduação em Química (PPG-Química) da UFMG. Concebido como projeto piloto, o Centro tem potencial para ser replicado em outras ICTs de Minas Gerais, criando uma rede de polos para disseminar práticas educacionais alinhadas às demandas contemporâneas. O Centro também amplia o impacto do 1000FC ao oferecer formação continuada a professores da EB, garantindo acesso a infraestrutura de ponta e estimulando a criação de recursos didáticos inovadores. Além disso, o Centro desperta o interesse de estudantes pela ciência, conectando o aprendizado teórico ao contexto prático de suas comunidades. Na pós-graduação, o Centro contribui para uma formação mais abrangente, preparando os alunos para se conectarem com a EB e promoverem a popularização da ciência. O envolvimento de pós-graduandos em mentorias, desenvolvimento de projetos e organização de eventos enriquece suas experiências acadêmicas e traduz as pesquisas universitárias em práticas educativas de impacto. A colaboração entre docentes universitários e da EB, desenvolvendo projetos conjuntos melhora a qualidade do ensino e valoriza o magistério. Com projetos estruturantes planejados até 2028 e alinhados à BNCC, o 1000FC consolida-se como ferramenta estratégica para a popularização da ciência, a formação de futuros cientistas e a promoção de uma educação mais equitativa
Objetivo geral:
Conectar a sociedade e a universidade por meio da popularização da ciência, utilizando a comunidade escolar da educação básica como mediadora fomentando o engajamento científico, a inclusão social e a formação de cidadãos críticos e inovadores, ao utilizar de metodologias ativas que promovem o aprendizado contextualizado. Além disso, contribuir para a valorização da educação pública, o desenvolvimento sustentável e a redução das barreiras de acesso ao conhecimento científico e tecnológico.
Objetivos específicos:
Objetivos
Desenvolver indicadores que contribuam com a avaliação das atividades do programa e de outras atividades de extensão na UFMG
Promover a popularização da ciência por meio de atividades práticas, experimentais e interativas para estudantes da educação básica.
Estimular o interesse dos estudantes da educação básica por carreiras acadêmicas e científicas, formando futuros cientistas.
Aproximar estudantes e professores da educação básica do ambiente universitário, fortalecendo a conexão entre a universidade e as escolas públicas.
Utilizar metodologias ativas, como ensino por investigação e abordagem CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente), para desenvolver habilidades críticas e investigativas nos estudantes.
Capacitar estudantes da educação básica a resolver problemas reais de suas comunidades, conectando o aprendizado científico à realidade local.
Promover práticas sustentáveis e incentivar a valorização de resíduos como recursos econômicos e educativos.
Desenvolver parcerias duradouras com escolas públicas, priorizando aquelas com baixo e médio IDEB, para superar desafios de infraestrutura e desinteresse pela ciência.
Oferecer suporte técnico e orientação a professores da educação básica para a implementação de atividades criativas e inovadoras em sala de aula.
Alinhar as ações do programa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 4 (Educação de Qualidade), o ODS 10 (Redução das Desigualdades) e o ODS 17 (Formação de Parcerias).
Capacitar professores da educação básica, conectando-os às práticas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e às atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação (C&T&I) da UFMG.
Oferecer infraestrutura de ponta, como laboratórios universitários, para o desenvolvimento de atividades práticas e criativas pelos professores da educação básica.
Estimular o desenvolvimento de recursos didáticos inovadores para uso em sala de aula.
Fortalecer a relação entre universidade e escolas públicas, promovendo práticas pedagógicas criativas e inovadoras.
Contribuir para uma formação mais abrangente de pós-graduandos, conectando-os às demandas da educação básica e popularização da ciência.
Traduzir as pesquisas realizadas na universidade em práticas educativas aplicáveis na educação básica.
Facilitar a interação entre professores universitários e docentes da educação básica, promovendo a colaboração para o desenvolvimento de projetos conjuntos.
Contribuir para a valorização do magistério e a melhoria da qualidade do ensino, alinhando-se às diretrizes da CAPES para formação inicial e continuada de professores.
Estruturar uma rede de polos de integração que possam ser replicados em outras Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) de Minas Gerais, disseminando práticas inovadoras em educação.
Trabalhar projetos estruturantes até 2028, alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com foco em escolas públicas de baixo e médio IDEB.
Metodologia:
A proposta do programa 1000 Futuros Cientistas (1000FC) é implementar uma cultura sustentável e empreendedora em escolas públicas de Minas Gerais, por meio de atividades práticas e interativas que conectam ciência, tecnologia e inovação ao cotidiano escolar. Os graduandos da UFMG assumem o papel de protagonistas, sendo capacitados para atuar como mentores e mediadores no processo de popularização da ciência.
A interdisciplinaridade é um pilar central da metodologia, buscando envolver o maior número possível de cursos e unidades acadêmicas da UFMG, promovendo parcerias com projetos e unidades internas e externas. Para garantir a efetividade das ações, os graduandos participam de cursos de capacitação que abordam temas de empreendedorismo, inovação tecnológica, sustentabilidade e viabilidade técnica e econômica de soluções para problemas ambientais. Essa formação inclui a apresentação de vídeos educativos, discussões temáticas, estudos de casos e oficinas práticas, com o objetivo de preparar os participantes para desenvolverem atividades alinhadas às demandas da comunidade escolar.
As atividades do programa são organizadas em etapas. Inicialmente, os graduandos capacitados desenvolvem propostas de interação voltadas para a comunidade escolar, priorizando a popularização da ciência e o engajamento de estudantes e professores da educação básica. Essas propostas envolvem desde experimentos laboratoriais até oficinas itinerantes e projetos integrados, que conectam os conteúdos curriculares a desafios reais enfrentados pela sociedade, como a reutilização de materiais e a conscientização ambiental.
Cada atividade é acompanhada de perto pelos coordenadores do programa ou por membros designados, que oferecem suporte técnico e científico ao longo do processo. Esses profissionais orientam o planejamento, a execução e a avaliação das ações, garantindo a qualidade técnica e a relevância das atividades propostas. Além disso, o programa promove um ambiente de aprendizado colaborativo, estimulando a troca de experiências entre os participantes e o aprimoramento contínuo das metodologias utilizadas.
Por fim, todas as ações são avaliadas com base em indicadores qualitativos e quantitativos, considerando tanto o impacto nas escolas atendidas quanto o desenvolvimento de competências nos graduandos e pós-graduandos envolvidos. Essa abordagem integradora busca não apenas fomentar o protagonismo dos estudantes, mas também fortalecer a conexão entre a universidade e a sociedade, promovendo a inclusão social e a formação de cidadãos críticos, criativos e engajados com os desafios contemporâneos.
Indicadores de avaliação:
Abrangem aspectos quantitativos e qualitativos para mensurar impacto e eficiência. Entre os indicadores estão: número de estudantes e professores da educação básica envolvidos; número de escolas atendidas; total de horas de extensão certificadas; quantidade de atividades realizadas, como oficinas, experimentos e eventos; abrangência geográfica do programa; produção científica gerada, incluindo resumos, artigos e materiais didáticos; percepção de impacto pelos participantes, mensurada por questionários e relatos; número de graduandos e pós-graduandos capacitados e atuantes; formação de parcerias institucionais; e desenvolvimento de competências, como pensamento crítico e habilidades técnicas. Esses indicadores permitem avaliar a relevância do programa na popularização da ciência, inclusão social e fortalecimento das conexões entre universidade e sociedade.
Estudantes membros da equipe
Plano de atividades:
Os estudantes membros do programa 1000 Futuros Cientistas (1000FC) têm suas atividades definidas de acordo com os planos específicos de cada projeto vinculado. Esses planos contemplam ações alinhadas aos objetivos do programa, promovendo o desenvolvimento de competências como comunicação científica, trabalho em equipe, liderança e pensamento crítico. As atividades incluem a organização e realização de oficinas, experimentos práticos, mentorias para estudantes da educação básica e desenvolvimento de materiais didáticos e recursos inovadores. Além disso, os discentes participam ativamente na gestão e operação de eventos locais e regionais, contribuindo para a popularização da ciência e o fortalecimento das parcerias entre a universidade e as escolas públicas.
Ao longo do processo, os estudantes recebem orientação de coordenadores e técnicos do programa, garantindo suporte técnico e científico necessário para a execução das tarefas. Essa estrutura favorece uma formação interdisciplinar e prática, conectando o aprendizado acadêmico às demandas reais da sociedade, enquanto reforça o compromisso do programa com uma educação inclusiva e transformadora.
Plano de acompanhamento e avaliação:
O acompanhamento e avaliação dos estudantes membros do programa 1000 Futuros Cientistas (1000FC) são realizados de forma contínua e estruturada, considerando as especificidades de cada projeto vinculado. Os discentes recebem orientação regular dos coordenadores de projeto e membros designados, que monitoram o progresso das atividades e oferecem suporte técnico e científico. Essa orientação inclui reuniões periódicas para discussão de metas, desafios e resultados alcançados, além do registro de atividades em relatórios individuais e coletivos.
O processo de avaliação é baseado em critérios como o cumprimento dos objetivos definidos nos planos de trabalho, participação ativa em eventos e mentorias, qualidade dos materiais e recursos produzidos, e impacto das atividades realizadas junto à comunidade escolar. Indicadores como o número de ações implementadas, feedback de participantes e desenvolvimento de competências interpessoais e técnicas são utilizados para mensurar o desempenho dos discentes. Essa abordagem integrada assegura a formação acadêmica e profissional dos estudantes, ao mesmo tempo em que promove a efetividade e o impacto social do programa.
Informações específicas
Articulado com política pública:
Sim
Vínculo com Ensino:
Sim
Vínculo com Pesquisa:
Sim
Informações adicionais
Informações adicionais:
O programa 1000 Futuros Cientistas promove uma integração única entre universidade, escolas públicas e a comunidade, envolvendo estudantes, professores e pesquisadores em ações que vão além do ensino tradicional. As atividades desenvolvidas visam não apenas popularizar a ciência, mas também estimular o pensamento crítico, a inovação e o protagonismo dos participantes. O programa se destaca por sua abordagem interdisciplinar, utilizando metodologias como STEAM, CTSA e ensino por investigação. Além disso, a capacitação de graduandos e pós-graduandos para atuarem como mentores e agentes multiplicadores fortalece a conexão entre ensino, pesquisa e extensão, gerando impactos significativos na formação acadêmica e na transformação social. O 1000FC reafirma o papel social da universidade ao aproximar conhecimento científico de realidades locais, promovendo inclusão e equidade educacional.