A necessidade de uma Oca dos Encantados surge em um contexto de valorização e preservação da cultura indígena Tuxá, respondendo à necessidade e ao desejo de uma arquitetura que abrigue os rituais de cultura da Aldeia Setsor Bragaga, localizada em Buritizeiro/MG.
A estruturação deste projeto envolve a realização de oficinas de concepção de uma proposta de Arquitetura e de tecnologias construtivas para a implantação da Oca dos Encantados, espaço destinado aos rituais culturais do povo Tuxá. Por meio das oficinas, pretende-se potencializar a autonomia tecnológica da comunidade e, por consequência, possibilitar os futuros processos de manutenção, reforma ou ampliação do espaço cultural comunitário. A partir deste princípio, serão oferecidas formações técnicas aos agentes locais, capacitando-os não apenas para participar da construção da Oca dos Encantados, mas também para pleitear e construir outros projetos importantes para a comunidade. Assim, além de construir um espaço destinado às práticas culturais, pretende-se fortalecer a autonomia do povo Tuxá.
Objetivo geral:
A proposta busca fortalecer a autonomia do povo Tuxá por meio das oficinas de concepção e construtivas, possibilitando que os agentes locais tenham formação técnica para pleitear outros projetos. A concepção desse espaço serão mediadas pelo Programa de Extensão e Pesquisa Morar Indígena, que oferece assessoria técnica para projetos arquitetônicos voltados à autogestão, com o propósito de fortalecer a tradição construtiva local, utilizando-se de métodos, materiais e conhecimentos tradicionais.
Objetivos específicos:
Objetivos
Fortalecimento da autonomia construtiva indígena; Atuar de forma cooperada, colaborativa entre pesquisadores, as lideranças e associações indígenas parceiras; Formação técnica aos agentes locais; Promover o intercâmbio e trocas construtivas entre os participantes.
Metodologia:
A atuação inicia-se pela aproximação e construção de um diálogo com a comunidade indígena a fim de entender as possibilidades e os desejos para, então, constituir a atuação da assessoria técnica em conjunto com a comunidade indígena. A partir dessa aproximação inicial, a proposta metodológica envolve a articulação de oficinas de concepção, proposição e construção com os agentes locais. A primeira etapa de oficina é a de planejamento coletivo, que pretende tanto cartografar o espaço em que as práticas ocorrerão, como também planejar com a comunidade quais serão os passos a serem tomadas para o experimento construtivo do projeto. Após a sistematização de todo esse planejamento, há a oficina em tecnologias construtivas, que pretende articular os conhecimentos tradicionais com os conhecimentos levados pela universidade, formando uma rede mútua de trocas. Com isso, serão realizadas as etapas de intercâmbio e trocas de experiências construtivas e avaliação coletiva com intuito de entender os pontos positivos e negativos da ação no território. A partir de todo esse processo, há a possibilidade de produção de materiais de divulgação científica e tecnológica, inclusive que poderão ser articulados pela própria comunidade.
Indicadores de avaliação:
As formas de avaliação têm um leque de indicadores que são verificados por meio de observação e, principalmente, pela oficina de avaliação coletiva. Além disso, ao longo do processo, serão realizadas reuniões quinzenais a fim de avaliar as práticas realizadas no território. As tecnologias desenvolvidas e experimentadas serão sistematizadas em materiais de divulgação (manuais práticos, artigos, vídeos-aulas, entre outros), a fim de favorecer a replicação pela comunidade local e demais interessados.
Estudantes membros da equipe
Plano de atividades:
Coordenação de oficinas com a comunidade;
Registro de todo o processo e divulgação dos produtos e resultados de pesquisas, através de blog e produção de artigos;
Participação dos mutirões de construção com comunidade;
Atuação como monitores em oficinas de capacitação de técnicos.
Plano de acompanhamento e avaliação:
A avaliação específica dos estudantes dos estudantes membros da equipe se dará ao longo do processo de orientação, considerando o envolvimento do estudante, a sua produtividade, a qualidade dos produtos desenvolvidos, sua autonomia, a repercussão para sua formação.