Bem-vindo(a) Visitante sair | minha ufmg
SIEX/UFMG
Atividades de extensão
Georreferenciamento
Contato e Suporte
 
       

Programa - 500332 - AÇÕES DE EXTENSÃO DA LIGA ACADÊMICA DE SAÚDE COLETIVA DA UFMG / LIASC-UFMG

Descrição
 
Introdução e justificativa:
Este programa visa desenvolver ações de extensão por meio da Liga Acadêmica de Saúde Coletiva da UFMG (LiASC-UFMG). Essa é uma entidade criada a fim de reunir, sob o mesmo ideal de democratização da saúde, estudantes de diversas áreas, para desenvolver ações de ensino, extensão e pesquisa no âmbito da Saúde Coletiva. As ações de extensão da LiASC-UFMG tem como propósito se constituir como um espaço de discussão, atuação e produção de conhecimento voltado às ações multidisciplinares e intersetoriais, bem como ao estudo e à proposição de políticas de saúde,desse modo, reafirma o potencial de mudança que pode ser operado a partir da politização, participação e emancipação dos diversos atores envolvidos na produção do cuidado em saúde: usuários, estudantes e trabalhadores de diversas áreas de formação, não se restringindo apenas à saúde.
A implementação de um sistema de saúde efetivo, de qualidade e que atenda às reais necessidades de saúde de seus usuários constitui um grande desafio do setor saúde. Neste contexto, propõe-se o desenvolvimento destas ações de extensão que partem do entendimento de que a universidade detém conhecimentos e experiências multidisciplinares nos campo da saúde coletiva, e aliar esse conhecimento a ações de caráter prático direcionadas à evidenciar aqueles que, muitas vezes, permanecem invisíveis ao Sistema Único de Saúde pode contribuir para o enfrentamento desse desafio atual. Além disso, por ter compromisso e responsabilidades sociais, a academia pode, através da interação teoria-prática em relação dialógica com a sociedade, colaborar no levantamento e enfrentamento dos principais problemas sociais que permeiam este complexo processo de produção da saúde.
Dentre alguns dos desafios que se colocam para a efetivação e gestão do SUS no Brasil encontram-se: a gestão e planejamento em saúde com foco no usuário e num processo participativo que envolva os diversos atores sociais (gestores, prestadores, trabalhadores de saúde e usuários); o modelo de atenção ainda fragmentado, médico-centrado, com procedimento que pouco estimulam a autonomia e corresponsabilização dos indivíduos pelo processo da sua saúde; o modelo de ensino incapaz de formar os profissionais que este novo sistema necessita; modelo de financiamento ainda ineficiente, especialmente no seu componente público; geração de recursos humanos com políticas ineficientes tanto qualitativa quanto quantitativamente para prover o sistema de profissionais qualificados para o tamanho da tarefa.

A busca por conhecimentos e vivências nos serviços e nas comunidades, aliada a investigações relativas ao paradigma da saúde coletiva compõe a aposta dos sujeitos envolvidos neste programa no intuito de contribuir com ações de ensino e extensão que motivem processos de mudança nos estudantes, e colaborem com a produção de um modelo tecno-assistencial centrado no usuário.

Além disso, pretende-se que as ações de extensão fomentem discussões e debates da saúde coletiva em geral trazendo para a cena não apenas as principais questões e desafios para aprimoramento do SUS no Brasil, mas e também os diversos atores sociais, como os estudantes de graduação da medicina e outras áreas da saúde, ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO, professores, pesquisadores, trabalhadores e profissionais envolvidos com o setor, além dos usuários e organizações que militam na área. Este movimento com certeza contribuirá para o aprofundamento do debate das mais relevantes questões da atualidade do SUS e, consequentemente, com as propostas de atuação e intervenção no sistema de saúde brasileiro, incorporando neste processo a perspectiva da universidade e sua interação com a comunidade e os serviços de saúde.
 
Objetivo geral:
Possibilitar aos alunos conhecimento da atuação dos movimentos sociais na área e da rede de saúde, de forma que reflitam sobre os problemas e desafios do setor saúde para facilitar sua atuação no mundo do trabalho.
 
Objetivos específicos:
  Objetivos
1) Articular os esforços da universidade, rede de serviços e movimentos sociais para aprimoramento do cuidado em saúde, promovendo um diálogo solidário e permanente entre os acadêmicos, trabalhadores da saúde e usuários do SUS;
2) Promover ações de ensino sobre os principais temas da saúde coletiva, contribuindo, por meio da reflexão e do debate, para um melhor entendimento do sistema e a necessidade de mudanças nas práticas e aprimoramento dos serviços;
3) Conhecer e experimentar no cotidiano dos serviços de saúde do SUS, como se dá a atenção à saúde dos usuários identificando os problemas existentes e exercitando propostas de intervenção para melhoria do cuidado assistencial bem como de sua gestão;
4) Estimular o protagonismo das comunidades por meio de um processo de educação popular em saúde, sobretudo quanto às possibilidades de sua participação e controle social nas políticas sociais, incluindo a saúde.
5) Propiciar a produção de conhecimentos técnicos como elaboração de cartilhas e materiais educativos, sites, blogs e material interativo visando o apoio a comunidade e trabalhadores possibilitando uma melhor intervenção deles.
Desenvolver ações de promoção/prevenção em saúde e educação popular junto às comunidades de ocupação urbana de BH, aos alunos das escolas públicas e aos usuários dos serviços, de forma a contribuir para a formação de sujeitos protagonistas e críticos do seu próprio cuidado.
Metodologia:
O programa LIASC, comprometido com uma educação libertária, pretende realizar ações que respeitem os processos dialógicos e a subjetividade humana. Há a intenção de articular conhecimentos teóricos à experiências que têm o potencial de contribuir para estimular a autonomia e ampliar o conhecimento de diversos atores: estudantes de graduação e pós-graduação, comunidade e trabalhadores.
As ações serão desenvolvidas nos seguintes cenários:
- Universidade: Encontros quinzenais com oficinas, rodas de conversa e exposição dialogada sobre sistemas de saúde, modelos de atenção à saúde, saberes populares, saúde coletiva, dentre outros assuntos que sejam pertinentes aos desafios vivenciados nas ações de extensão.
- Ocupações Urbanas: Encontros quinzenais e/ou mensais nas ocupações Eliana Silva e Rosa Leão. Os estudantes e a comunidade, a partir do diagnóstico da situação de saúde, irão elaborar ações que possam impactar na qualidade de vida das comunidades envolvidas. Pretende-se estimular autonomia desses atores.
A participação nas reuniões do Conselho Municipal de Saúde, dos conselhos distritais e locais de saúde, visitas domiciliares, rodas de conversa e ações assistenciais são algumas das estratégias a serem desenvolvidas com o intuito de apoiar a luta pelos direitos da população das Ocupações Urbanas junto aos Órgãos Públicos, em especial os da saúde. Os diagnósticos e experiências vivenciadas e discutidas nas ações de extensão podem também ser subsídio para estreitar relações entre as comunidades e os serviços de saúde.
- Hospital Risoleta Tolentino Neves: Os estudantes irão acompanhar os usuários que estejam internados facilitando a sua comunicação com os trabalhadores das diversas linhas de cuidado, além de contribuir na articulação com a rede de serviços para garantia da continuidade do cuidado após sua alta. Durante todo o processo os estudantes serão estimulados a contribuir com as demandas do serviço, sempre refletindo sobre o novo modelo de atenção à saúde implantado no hospital e as possíveis inserções deste modelo na rede. O apoio dos estudantes possibilita a produção de alternativas no campo assistencial e até mesmo no aprimoramento das linhas de cuidado já implementadas.
- Escolas de educação básica e movimentos juvenis - desenvolver ações de educação em saúde voltada para adolescentes e jovens das ocupações e escolas publicas estimulando a reflexão e o desenvolvimento de conhecimento e senso crítico sobre temas que os interessem como, por exemplo, sexualidade, gênero, o auto-cuidado, uso de drogas, entre outros. Além disso propõe-se que esta atuação estimule a possibilidade dos jovens se expressarem colocando suas perspectivas sobre sua atuação e espaço na sociedade.
 
Indicadores de avaliação:
A avaliação será feita através de relatório de atividades a ser desenvolvido pela coordenadora a cada semestre e acompanhamento do desempenho dos seguintes indicadores junto aos alunos:1. Lista de presença nas reuniões e eventos. Fonte: as próprias listas de presenças 2. Relatório semestral das ações desenvolvidas pelos alunos e avaliação dos resultados alcançados. Fonte: Relatório de Atividades dos alunos descrevendo sua observação participante nas ações de extensão. 3. Relatório anual do projeto de extensão apresentando principais resultados e desafios para sua continuidade. Fonte: Relatório da coordenadora do projeto. Pretende-se que os alunos num processo de interação teoria e prática adquiram, através da vivência prática, conhecimentos das instituições de saúde e movimentos populares em todas as suas perspectivas e destas em sua articulação e necessária integração à políticas públicas.
 
 
Estudantes membros da equipe
 
Plano de atividades:
- Realização de atividades periódicas em cada frente de extensão, voltadas para a educação popular em saúde, com foco no protagonismo das comunidades na gestão do seu cuidado enquanto indivíduos e coletividade;
- Reuniões, no mínimo, quinzenais em cada cenário de atuação das ações de extensão para planejamento das ações em desenvolvimento conjuntamente com o público-alvo externo;
- Realização de reuniões mensais junto com a professora orientadora e co-coordenadores dos cenários de práticas de extensão para repasse, orientação e acompanhamento dos trabalhos nas diferentes frentes;
- Realização de ações de ensino quinzenais, organizadas pelos estudantes de pós-graduação e sob orientação da professora orientadora com a presença convidados, como professores, trabalhadores da rede, usuários e representantes de movimentos sociais para discussão de temas atuais e relevantes sobre a saúde coletiva no Brasil;
- Realização de um seminário, organizado pelos estudantes de graduação e pós-graduação ao fim do segundo semestre letivo, com convidados externos e aberto à comunidade para discussão de temas atuais pertinentes à saúde coletiva como uma conclusão do trabalho desenvolvido durante o ano.
 
Plano de acompanhamento e avaliação:
-Reuniões quinzenais da professora orientadora com os co-coordenadores das frentes de extensão para acompanhamento e supervisão;- Recomendação de bibliografia específica pela professora orientadora para as ações de ensino, fomentando o debate;- Reuniões mensais com o grupo de alunos para acompanhamento, ajustes e supervisão dos trabalhos;- Reuniões para acompanhamento da participação individual dos alunos da LiASC a partir da demanda de cada frente de trabalho;- Participação conjunta da coordenadora nas ações de extensão e de ensino organizados pelos estudantes de graduação e pós-graduação;- Participação em discussões estratégicas com equipes de saúde locais para avaliação dos trabalhos e supervisão dos alunos in loco.

Processo de avaliação:
1. Lista de presença nas reuniões e eventos. Fonte: as próprias listas de presenças 2. Relatório semestral das ações desenvolvidas pelos alunos , e avaliação dos resultados alcançados. Fonte: Relatório de Atividades dos alunos descrevendo sua observação participante nas ações de extensão. 3. Relatório anual do projeto de extensão apresentando principais resultados e desafios para sua continuidade. Fonte: Relatório da coordenadora do projeto. 4. Feedback dos alunos da LiASC sobre as ações de ensino e extensão. Fonte: Formulários online e reuniões mensais. 5. Relatório de atividades semestral. Fonte: Relatório da coordenador
 
 
Informações específicas
 
Articulado com política pública: Sim
 
Vínculo com Ensino: Sim
 
Vínculo com Pesquisa: Sim
 
 
Informações adicionais
 
Informações adicionais:
-
 
 




 

Av. Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha - Prédio da Reitoria, 6º andar - Belo Horizonte - MG
Fones: (31) 3409-4062 Fax: (31) 3409-4068 - E-mail: siex@proex.ufmg.br