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Projeto - 404114 - Mais verde, mais vida

Registro: 404114
Aprovado pelo CENEX em: 17/03/2021
 
Status: Ativo
 
Título: Mais verde, mais vida
 
Data de início: 17/03/2021 Previsão de término:
31/12/2022
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 17/03/2021
 
Órgão Competente: Cenex
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2020
 
Unidade: Instituto de Geociências
 
Departamento: Departamento de Geografia
 
Programa vinculado: Programa Estação Ecológica - PROECO
Principal Área Temática de Extensão: Meio Ambiente
 
Área Temática de Extensão Afim: Educação
 
Linha de Extensão: Questões Ambientais
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Biológicas
 
Palavras-chave: Áreas degradadas. Comunidades. Conservação. Degradação. Educação ambiental. Enchentes. Recuperação. Urbanização.
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
O processo de urbanização vem ganhando cada vez mais força. Ao analisarmos o crescimento populacional e o percentual de pessoas que atualmente residem no meio urbano, percebemos que é necessária uma área cada vez maior para comportar as demandas de expansão das estruturas sociais. Nesse contexto o crescimento urbano muitas vezes acontece de forma desordenada, destacando as diferenças sociais e a falta de planejamento, assim como a incapacidade ou o desinteresse do Estado em efetivar direitos garantidos em constituição, como é o caso da moradia. Isso leva os cidadãos a ocuparem o espaço sem considerar os impactos que estão sendo gerados no meio ambiente e na própria sociedade.
Observamos facilmente as consequências deste modelo: enchentes, deslizamentos de terra sobre áreas residenciais, poluição dos cursos hídricos, insalubridade, a falta de rede de esgoto e muitas vezes até mesmo de água potável, são uma realidade presente em grande parte das periferias nos países subdesenvolvidos. Este projeto surge da necessidade de repensarmos, criticarmos e de agirmos para mudar a forma como lidamos com o meio ambiente. Acreditamos que por mais que a questão seja extremamente complexa, é preciso atuar em diferentes escalas e esferas, buscando sempre estimular o engajamento coletivo na luta pela conservação ambiental.
Inicialmente iremos identificar possíveis áreas degradadas onde possamos atuar, após uma análise previa desenvolveremos e executaremos as estratégias visando recuperar estas áreas, sejam nascentes, beiras de córregos, topos de morro ou demais locais aptos, e pelos quais a população demonstre interesse de recuperar. Para isto, utilizaremos as técnicas que forem mais adequadas, respeitando as especificidades de cada local. De forma geral buscamos promover o reflorestamento das áreas com foco no plantio de espécies da flora nacional e posteriormente acompanharemos o desenvolvimento das mudas.
 
Objetivos gerais:
Colaborar com a construção de espaços urbanos ambientalmente mais equilibrados, desenvolver e estimular a realização de ações de recuperação de áreas degradadas.
 
Objetivos específicos:
• Realizar um levantamento teórico de técnicas de recuperação de áreas degradadas;
• Produzir ou obter mudas de espécies florestais da flora nacional;
• Identificar e selecionar possíveis áreas degradadas em região urbana para a realização do projeto;
• Realizar ações para auxiliar no processo de recuperação das áreas selecionadas;
• Promover atividades de educação ambiental crítica com as comunidades selecionadas.
 
Metodologia:
Para a produção de mudas será necessário, primeiramente, a obtenção de sementes das espécies desejadas, que serão adquiridas através de doações ou por coletas em campo. Após a obtenção das sementes realizaremos os processos necessários para a produção de mudas, tais como retirada das sementes dos frutos, secagem das sementes, quebra de dormência (naquelas em que for necessário), preparação do substrato para germinação e plantio das sementes. Nesta fase utilizaremos, preferencialmente, materiais recicláveis, como por exemplo, embalagens de leite usadas ou garrafas pet, não havendo esta possibilidade serão utilizados saquinhos, tubetes ou outros tipos de compartimentos, de acordo com a facilidade de obtenção dos mesmos. Além de produzirmos as mudas há também possibilidade de obtermos as mudas através de editais, doações ou parcerias.
O levantamento das técnicas para recuperação de áreas degradadas será feito levando em consideração a possibilidade de atuação em diferentes ambientes, como áreas de nascentes, áreas com processo de erosão laminar, ravinas, voçorocas, margens de cursos d’água, topos de morro, áreas desmatadas, incendiadas e demais paisagens que possam ser recuperadas.
A identificação de áreas será feita inicialmente através do software Google Earth, a partir de relatos e informações coletadas previamente pelos integrantes do projeto. Posteriormente, de acordo com as possibilidades, realizaremos uma visita as áreas para obter maiores informações, sempre respeitando as regras de segurança estabelecidas pelos órgãos de saúde. Buscamos atuar preferencialmente em local público, que seja utilizado coletivamente, cujo a recuperação seja de interesse da população e ambientalmente relevante. O projeto dará prioridade a áreas localizadas em territórios em vulnerabilidade socioeconômica.
Após a seleção e a análise da área, iremos desenvolver o plano de ação que seja mais adequado para atuar no local. Em geral, no caso de reflorestamento utilizaremos o método de nucleação, associado a outras técnicas para colaborar na recuperação das áreas, como por exemplo o cercamento temporário da área, desde que as condições do local permitam. A nucleação se mostra como um método muito eficaz para a recuperação de locais como matas ciliares (BARBOSA, 2004), áreas desmatadas em estágio inicial de degradação ou presença de espécies de gramíneas invasoras (REIS et al, 2003). A seleção de espécies a serem plantas dependerá das características e das espécies de ocorrência natural do local. O plantio será feito preferencialmente nos meses com maior quantidade de chuvas (novembro a março) visando aumentar a sobrevivência das mudas. Haverá permanente contato com a população do entorno e que usa o espaço, atuando de forma participativa, dialógica e utilizando a educação ambiental critica com principal ferramenta. Haverá monitoramento quinzenal após a intervenção nas áreas.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
1-As atividades são discutidas e avaliadas nas reuniões semanais.
2-Atividades de capacitação e produção de material são avaliadas semestralmente.
3-A avaliação do programa junto à comunidade é realizada através da realização de entrevistas semiestruturadas aos professores após a atividade e aplicação de questionário às escolas. Serão realizadas reuniões com instituições envolvidas para avaliação conforme demanda.
 
Site: -
 
Origem do público-alvo: Externo
 
Caracterização do público-alvo:
Moradores de Belo Horizonte, prioritariamente de áreas em vulnerabilidade socioeconômica.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Não
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
O plano de atividades possui duas fases: uma preparatória e a elaboração do plano individual de trabalho com execução das atividades. Na etapa de preparação foram realizadas rodas de conversa com a equipe capacitando os alunos do projeto quanto a produção de mudas, recuperação de área degradada e diálogo com a sociedade. Através de grupos de discussão, leituras e preparativos para a construção metodológica das atividades. Após essa fase, os alunos elaboram um plano de trabalho individual contendo as atividades que serão desenvolvidas.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
Os alunos serão orientados permanentemente pela coordenação do projeto. Serão incentivados frequentes momentos de troca de experiências entre outras ações extensionistas. A orientação será realizada principalmente nos encontros quinzenais de verificação do desenvolvimento da ação.
 
Processo de avaliação:
A avaliação é processual, continuada e participativa, ocorrendo durante todo o período em que os alunos estiverem envolvidos com o projeto. Nos meses de julho e dezembro a equipe deverá produzir um relatório individual que será avaliado pela coordenação. Serão avaliados: a participação no projeto; avanço das etapas de desenvolvimento do projeto, a proposição de inovações para as ações desenvolvidas, ainda, a divulgação das pesquisas e ações de extensão realizadas pelo projeto, no âmbito acadêmico e popular.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
Serão utilizados espaços no interior da Estação Ecológica para a produção das plantas, especialmente o viveiro de mudas.
Vínculo com Ensino: Não
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 500
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
Essa atividade já foi iniciada e teve uma primeira intervenção em Betim.
 

   

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