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Projeto - 403710 - Comunidades Criativas

Registro: 403710
Aprovado pelo CENEX em: 20/10/2020
 
Status: Ativo
 
Título: Comunidades Criativas
 
Data de início: 01/01/2020 Previsão de término:
31/07/2021
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 09/12/2019
 
Órgão Competente: Congregação
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2020
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Tec Arquitetura e Urbanismo
 
Programa vinculado: COMPASSO - EPIC: Parcerias educacionais para inovações em comunidades
Principal Área Temática de Extensão: Trabalho
 
Área Temática de Extensão Afim: Meio Ambiente
 
Linha de Extensão: Desenvolvimento de Produtos
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: mudanças climáticas, resiliência urbana, vulnerabilidade climática, desenvolvimento socioeconômico, educação, planejamento participativo
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
A presente proposta está estritamente relacionada ao Programa de Extensão elaborado por uma equipe do Departamento de Tecnologia do Design, da Arquitetura e do Urbanismo (TAU), da Escola de Arquitetura (EA), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), intitulado ‘COMpasso UFMG: Parcerias Educacionais para Inovações em Comunidades’.

O objetivo do projeto ‘COMpasso UFMG’ é aumentar a capacidade de adaptação da população mais vulnerável aos impactos climáticos observados, fortalecendo sua incidência sobre as políticas públicas, favorecendo o empoderamento e o engajamento comunitário, além de criar oportunidades de desenvolvimento socioeconômico, contribuindo para uma maior resiliência dos indivíduos e comunidades aos efeitos adversos das mudanças climáticas em nosso município.

Como estratégia do Programa, decidiu-se realizar um projeto piloto, iniciado no ano de 2018, no Conjunto Confisco (formada por bairros pertencentes aos municípios de Belo Horizonte e Contagem) para, posteriormente, implantá-lo nas demais regiões apontadas pelo estudo supracitado. Contudo, os problemas já identificados podem ser abordados por planos e ações locais, contando com iniciativas da população e talentos (saber-fazer) que permitem ser integrados para gerar trabalho e renda, enquanto combatem tais adversidades, aumentando a resiliência dessas áreas urbanas aos efeitos adversos.

Nesse contexto, considerou-se que o design pode contribuir significativamente, principalmente no que se refere à criação de novas oportunidades de desenvolvimento socioeconômico, por meio da metodologia do Design Sistêmico. Esta busca reequilibrar a relação entre produção, ambiente e sociedade, por meio do desenvolvimento de produtos, serviços e processos que tendem a emissão zero . O aspecto mais interessante e inovador do Design Sistêmico é que o mesmo aborda a sustentabilidade de maneira ampliada, pois trata-se de um novo modelo econômico-produtivo baseado em projetos de ciclos industriais abertos, i.e., que se formam e se autodeterminam de acordo com seus output e input. Nessa perspectiva, a produção permite a criação de sistemas econômicos voltados para mercados específicos e contextualizados, que trafegam na contramão dos produtos globalizados, pois reconhece e valoriza os saber-fazer, os recursos, a identidade e a comunidade local. A partir da abordagem sistêmica vislumbra-se: i) no âmbito econômico: ampliação das atividades, aumento de postos de trabalho, acréscimo relevante da quantidade de produtos e/ou serviços e elevação da geração de renda na comunidade; ii) a esfera ambiental: gestão sustentável dos recursos naturais e emissão tendencialmente zero; iii) no campo cultural: majoração da cultura e valorização dos saber-fazer local; iv) o setor social: melhora da qualidade de vida e mantêm os habitantes em seu próprio território.

Sendo assim, a proposta do projeto de extensão ‘Comunidades Criativas’, que ora se apresenta, é efetivar a parceria entre a Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (ED | UEMG) e Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (EA | UFMG), por meio da incorporação da docente proponente na equipe de trabalho e pesquisa já estabelecida. A intensão é proporcionar resultados mais abrangentes (detalhados a seguir), além de fortalecer os laços entre as duas universidades através do compartilhamento de experiências e expertises, em favor da sociedade e da comunidade acadêmica.
 
Objetivos gerais:
Alinhada à proposta do Programa ‘COMpasso UFMG’, o objetivo do Projeto de Extensão ‘Comunidades Criativas’ é formar uma rede local de geração de trabalho e renda, a partir dos problemas detectados e oportunidades que o meio ambiente local oferece (recursos), bem como dos talentos (saber-fazer) e iniciativas identificados nas comunidades.
 
Objetivos específicos:
O Projeto ‘Comunidades Criativas’ tem como objetivos específicos, além de colaborar com as atividades extensionistas acerca dos temas já propostos pelo Programa ‘COMpasso UFMG’, ampliá-los por meio da proposição de mais três temas a serem trabalhados (6 a 8), descritos a seguir.
1) Estratégias e ações voltadas para educação para mudanças climáticas;
2) Estratégias e ações para o planejamento urbano sensível às vulnerabilidades climáticas;
3) Estratégias e ações para o fortalecimento do desenho urbano para a resiliência urbana;
4) Estratégias e ações para que a redução da vulnerabilidade econômica e social, tendo em vista que diante delas as medidas para resiliência urbana às mudanças climáticas tem mais dificuldade de encontrar aderência e se manterem;
5) Estratégias e ações para promoção de maior autonomia dos frente a gestão dos territórios;
6) Estratégias e ações para a geração de novas atividades produtivas baseadas nos saber-fazer da população local;
7) Estratégias e ações para o desenvolvimento de produtos artesanais com emprego de recursos e expertises locais;
8) Estratégias e ações para o desenvolvimento sustentável no território, em níveis ambiental, social, econômico e cultural.

 
Metodologia:
O Projeto ‘COMpasso UFMG se estrutura em três linhas de ação (1 e 2), paralelas e simultâneas, que apresentam interfaces convergentes. A presente proposta, além de colaborar no âmbito da primeira e segunda linhas, propõe uma terceira, descrita a seguir.

Linha 1: Educação. Organizar a comunidade em torno da Escola Municipal local, no sentido de criar práticas de reconhecimento de problemas ambientais locais, treinamento para professores e pais/líderes comunitários, inserção de disciplinas ou de conteúdos sobre mudanças climáticas locais.

Linha 2: Planejamento/Desenho Urbano. Envolver graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design e a Pós-Graduação, com o oferecimento sistemático de disciplinas com enfoque no desenvolvimento de solução para as áreas de estudo e de modelo de gestão participativa para a PBH.

Linha 3: Projeto de novas atividades produtivas, produtos e serviços. Envolve o desenvolvimento de sistemas de trabalho e renda integrados aos aspectos ambientais e socioculturais locais. A metodologia do Design Sistêmico prevê quatro etapas: 1ª) Compreender o território – desenvolver o Relevo Holístico do território em questão; 2ª) Sistematizar e analisar os sistemas produtivos existentes no território – descrever as atividades produtivas existentes, identificando seus pontos “positivos” (considerados como oportunidades) e “negativos” (considerados como alavancas para mudança); 3ª) Projetar – projeto dos fluxos de matéria e energia entre os sistemas produtivos e, consequentemente, o desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços; 4ª) Confronto – confrontar a abordagem atual com a sistêmica.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
As formas de avaliação serão quantitativas e qualitativas. As avaliações qualitativas focarão o conteúdo das ações desenvolvidas. As avaliações quantitativas passarão pelo número de pessoas diretamente relacionadas pelo projeto proposto.
A natureza das avaliações também poderá variar entre qualitativa e quantitativa. Pretende-se ao fim da ação realizar uma avaliação final considerando: i) resultados quantitativos; ii) resultados qualitativos; e iii) avaliação dos métodos e processos.
Essas avaliações serão feitas por: i) professores envolvidos no projeto; ii) técnicos envolvidos no projeto; iii) alunos de graduação e pós-graduação envolvidos no projeto; iv) moradores envolvidos diretamente na ação de extensão.
 
Site: -
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
Moradores do bairro Confisco e em torno em Belo Horizonte e Contagem. Além de alunos dos cursos de graduação de Arquitetura e Urbanismo da UFMG e de Design de Produto da UEMG e de pós-graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da UFMG.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Sim
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
As atividades serão desenvolvidas em disciplinas ofertadas à graduação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo (UFMG) e Design de Produto (UEMG). Cada uma das disciplinas terá plano de curso específico de acordo com a carga horária. Haverá iteração entre as comunidades e os alunos em todas as disciplinas.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
Não há previsão de bolsistas.
 
Processo de avaliação:
Ao final de cada disciplina os alunos responderão uma ficha de avaliação do processo. As comunidades poderão avaliar a ação em atividades presenciais por meio de ficha de avaliação não identificada.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
UFMG: Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética de Edificações da EA/UFMG. Ele conta com estações de trabalho e computadores para os profissionais envolvidos e equipamentos para realizar medições de variáveis ambientais, caso seja necessário. Dispõe também de estações de trabalho para estudantes de graduação e pós-graduação.

UEMG: A infraestrutura física da ED | UEMG conta com estações de trabalho e computadores para os profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação envolvidos, além de diversos centros e laboratórios, dos quais se destacam: i) Centro de Estudos em Design da Madeira (CEMA); ii) Centro Integrado de Design Social (CIDS); iii) Laboratório de Design Gráfico (LDG); iv) Centro Design Empresa (CDE); e Laboratório de Ensaios, Modelagem e Prototipagem (LEMP).
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 6.000
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
 

   

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