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Projeto - 403699 - Oficina de cocriação de ideias para a região do Confisco

Registro: 403699
Aprovado pelo CENEX em: 07/08/2020
 
Status: Desatualizado
 
Título: Oficina de cocriação de ideias para a região do Confisco
 
Data de início: 01/01/2020 Previsão de término:
31/12/2022
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 09/12/2019
 
Órgão Competente: Congregação
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2020
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Tec Arquitetura e Urbanismo
 
Programa vinculado: COMPASSO - EPIC: Parcerias educacionais para inovações em comunidades
Principal Área Temática de Extensão: Meio Ambiente
 
Área Temática de Extensão Afim: Educação
 
Linha de Extensão: Desenvolvimento Urbano
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: Mudanças climáticas, resiliência urbana, geodesign
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
O Projeto Compasso surge como uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a UFMG, segundo as premissas do programa americano EPIC.
O EPIC tem sido considerado nos EUA um dos mais significativos esforços da academia em integrar a visão da sustentabilidade aos seus currículos, bem como atingir largo alcance social e, trabalhando-se dentro das estruturas administrativas da Universidade e da Prefeitura da cidade é possível trazer para dentro do âmbito educacional as problemáticas e discussões levantados pelo município, conferindo, assim, uma alta adaptabilidade e replicabilidade do programa.
As cidades enfrentam problemas importantes relativos à sustentabilidade ambiental, equidade social, saúde financeira, habitabilidade, etc. Já os polos universitários geram e fornecem acesso a conhecimento, profissionais habilitados, conhecimento técnico e especializado. Aliando essas duas entidades é possível construir uma parceria de atuação de modo a que, os dois órgãos possam atuar de forma mais ampla e efetiva, discutindo e desenvolvendo soluções mais específicas e adaptativas para cada espaço de intervenção.
Diversas cidades brasileiras já vêm sofrendo com as consequências das mudanças climáticas, entretanto, tal fator acaba sendo agravado pelo quadro social de certas áreas. Devido a tal fragilidade climática faz-se necessário a criação de definição de planos e estratégias de mitigação, adaptação e redução dos impactos, tornando-as resilientes.
A Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com a empresa WayCarbon realizou, entre Julho/2015 e Junho/2016, um estudo de vulnerabilidade climática no município com projeção para 2030, mostrando e mapeando as principais áreas de agravamento dos impactos analisados, sendo eles: inundações, deslizamentos, dengue e ondas de calor.
Essa analise permitiu identificar as áreas mais vulneráveis do município, nas quais a intervenção deve ser priorizada. Tais áreas identificadas acabam por corresponder, também, às mais pobres da cidade, com a existência de processos de invasão e favelização, alto adensamento e impermeabilização e baixo grau de arborização.
Em função desse estudo o Projeto Compasso - EPIC visa chamar a atenção para essas áreas de maior vulnerabilidade climática, com a atuação em áreas piloto, como o Conjunto Confisco, situado nos municípios de Belo Horizonte e Contagem, se fundamentando em 4 pilares: a sustentabilidade, participação, autonomia da gestão municipal e formação de alunos da UFMG.
A escolha dessa área como piloto se deve ao fato de possuir uma significativa alteração em seu grau de vulnerabilidade climática, sendo categoriza, segundo análise, como uma área de alto ou significativo risco ambiental em 2030, caso não haja nenhum posicionamento ou tomadas de ação para a melhoria climática dessas regiões.
Voltando a atenção para essa área é levantado a necessidade e urgência em se propor medidas adaptativas com vista à mitigação dos impactos climáticos e de se repensar as bases de atuação das políticas públicas para que essas sejam capazes de fazer frente aos fenômenos das mudanças climáticas, que muitas vezes, não são incorporados suas variáveis nessas políticas.
 
Objetivos gerais:
A proposta desta ação de extensão, que é parte do Programa Compasso - EPIC, tem como objetivo principal, realizar uma oficina de cocriação de ideias para subsidiar uma proposta de práticas para aumentar a resiliência de comunidades a eventos resultantes de mudanças climáticas.
 
Objetivos específicos:
Espera-se através desta ação construir, em conjunto com a comunidade propostas de ações para lidar com questões específicas sobre:
1) Ondas de Calor no bairro;
2) Doenças transmitidas por insetos cuja reprodução tem relação com o ciclo da água (Dengue, Zika, etc);
3) Inundações

Todos esses aspectos foram identificados como fatores de vulnerabilidade climática no bairro.
 
Metodologia:
Para a construção em comunidade de estratégias urbanas e ambientais de mitigação de tais eventos extremos, foi optado pela aplicação do sistema de Geodesign, metodologia que vem sendo estudada pelo Laboratório de Geoprocessamento da Escola da Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, por ser uma ferramenta de possibilita a cocriação de ideias através de um processo participativo, envolvendo diversos atores sociais para a construção de futuros alternativos de áreas onde há conflitos de interesses.
Segundo Carl Steinitz (2012): o Geodesign “é baseado e formado por um conjunto de questões e métodos necessários para resolver grandes, complicados e significativos problemas de design, em diversas escalas geográficas”, podendo assim, ser aplicável em qualquer âmbito.
Para a aplicação desse processo em comunidade, foram seguidos modelos e interações de processo, sendo eles: Modelo de Representação; Modelo de Processo; Modelo de Avaliação; Modelo de Mudança; Modelo de Impacto; Modelo de Decisão. E as três iterações são: “por que”; “como”; “o que, onde e quando”.
Foram confeccionados, em conjunto aos alunos de graduação da Universidade, mapas temáticos, para compor os workshops de Geodesign realizados na comunidade, utilizando-se do software ArcGIS.
Com os primeiros modelos e mapas finalizados houve uma primeira interação reunindo profissionais e técnicos da Prefeitura de Belo Horizonte, Contagem e os alunos de graduação, visando entender o contexto do estudo, avaliar o processo e pensar nas necessidades de ajustes para a realização do workshop junto à comunidade local.
A metodologia do Geodesign é aperfeiçoada quando utilizados uma plataforma web-based, onde diversos usuários têm acesso a um mesmo conjunto de dados e informações, possibilitando a construção coletiva de propostas de forma compartilhada. A plataforma escolhida foi o Geodesignhub por possuir uma interface de fácil entendimento e usabilidade, completando assim o ciclo que configura os três pilares da universidade: pesquisa, ensino e extensão.
Para a aplicação da metodologia proposta, há a mobilização da comunidade em geral, crianças e jovens da Escola Anne Frank, e adultos. Além de ideias para o planejamento urbano local, o grupo mobilizado traz um aprendizado extracurricular, uma leitura do bairro e conexão com o território onde vivem.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
A ação será avaliada com base no seguinte indicadores:
1) Número de moradores participantes do processo indiretamente;
2) Número de lideranças (moradores) participantes do processo diretamente;
3) Número de propostas de ações voltadas para resiliência urbana construídas em conjunto com a comunidade.
 
Site: -
 
Origem do público-alvo: Externo
 
Caracterização do público-alvo:
Moradores da área do Confisco que se localiza em uma divisa de municípios. Os moradores lidam com problemas de governanças, se tornando, em muitos casos, ainda mais isolada dos planos administrativos.
 
Captação por edital de fomento: Sim
 
Articulado com política pública: Sim
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
As atividades propostas pelo projeto foram divididas em etapas:
1) Preparação de base de dados e materiais para oficina;
2) Realização das oficinas;
3) Análise dos resultados das oficinas;
4) Preparação de devolutiva para a comunidade por meio da apresentação do conjunto de propostas acordas;
5) Aprovação pela comunidade do conjunto de práticas para resiliência urbana;
6) Divulgação das práticas na comunidade.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
O acompanhamento da aluna é feito semanalmente por reuniões presenciais com orientador da pesquisa e pelo cronograma de pesquisa estabelecido.
 
Processo de avaliação:
O processo de avaliação dos alunos se dará por meio de relatórios bimestrais.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
A infraestrutura física disponível para o desenvolvimento das atividades é o Laboratório de Conforto Ambiental e
Eficiência Energética de Edificações da EAUFMG. Ele conta com estações de trabalhos e computadores para os
profissionais envolvidos e equipamentos para realizar medições de variáveis ambientais, caso seja necessário. Dispõe também de estações de trabalho para estudantes de graduação e pós-graduação.
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 200
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
 

   

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