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Projeto - 402830 - Descobridores da Matemática

Registro: 402830
Aprovado pelo CENEX em: 31/08/2019
 
Status: Ativo
 
Título: Descobridores da Matemática
 
Data de início: 13/03/2017 Previsão de término:
31/12/2021
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 31/08/2019
 
Órgão Competente: Cenex
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2017
 
Unidade: Instituto de Ciências Exatas
 
Departamento: Departamento de Matemática
 
Programa vinculado: SEM VÍNCULO
Principal Área Temática de Extensão: Educação
 
Área Temática de Extensão Afim: NÃO POSSUI
 
Linha de Extensão: Metodologia e Estratégia de Ensino/Aprendizagem
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Exatas e da Terra
 
Palavras-chave: Resolução de Problemas, Olimpíadas de Matemática, análise de estratégias de solução, metodologia de ensino-aprendizagem de Matemática.
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
É muito importante que se preocupe com o ensino de Matemática no nível fundamental no que diz respeito à afinidade das crianças com a ciência, em despertar o prazer pelo estudo através de desafios, na proposição de um caminho que preserve as crianças e jovens de sentimentos, infelizmente ainda comuns, de aversão, medo e similares, relacionados à Matemática.

Um dos modelos que têm sido utilizados é o trabalho com problemas do tipo de Olimpíadas de Matemática, que se caracterizam por não serem meros exercícios de fixação ou memorização de técnicas, por não estarem presentes em geral em livros didáticos, mas que desafiam os jovens a criar explicações, descobrir padrões, pensar criticamente sobre argumentos e estratégias, seus e de seus colegas, por terem elevado senso estético, sem no entanto estarem desconectados dos conceitos, habilidades e competências que devem ser desenvolvidos naquela faixa de escolarização.

O trabalho com os primeiros anos do ensino fundamental (EF) ainda é relativamente raro: as grandes olimpíadas de Matemática no Brasil têm como foco inicial crianças a partir do 6º ano. O que existe hoje com razoável alcance é o Canguru de Matemática (http://www.cangurudematematicabrasil.com.br), com provas de múltipla escolha das quais podem participar alunos a partir do 3º ano do EF. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) a partir de 2018, tem um nível abrangendo o 4º e o 5º anos (nível A), uma prova de múltipla escolha, por adesão da escola ou da rede da qual faz parte.

Este projeto está no seu terceiro ano de desenvolvimento, é um trabalho conjunto entre ICEx (Departamento de Matemática), Centro Pedagógico/EBAP/UFMG e escolas parceiras da rede pública municipal, e envolve ensino, pesquisa, extensão. As atividades de ensino englobam tanto as crianças dos 3º, 4º e 5º anos do CP quanto a formação inicial de professores (licenciandos em matemática). As atividades de pesquisa são a análise, adaptação e criação de problemas adequados, análise das estratégias desenvolvidas pelas crianças para resolvê-los, assim como a comunicação de suas soluções e a reflexão sobre o impacto desta metodologia no aprendizado de Matemática. Já as ações de extensão abrangem o ensino de crianças e a formação de professores nas escolas parceiras. Do projeto participam professores do Departamento de Matemática e do CP, professores e gestores das escolas parceiras, estudantes de licenciatura e crianças naquela faixa de escolarização.
 
Objetivos gerais:
Desenvolvimento de um trabalho continuado visando construir um banco de problemas (selecionados, adaptados e inéditos), sistematizar em publicações acadêmicas as reflexões sobre as estratégias utilizadas pelas crianças e oportunizar o desenvolvimento profissional dos docentes e monitores participantes.
 
Objetivos específicos:
a. construir e publicizar online um banco de problemas e desafios matemáticos para a faixa de escolarização entre o 3º e o 5º anos do EF;
b. contribuir para a melhoria do ensino de Matemática no CP e escolas parceiras;
c. contribuir para a formação inicial de estudantes de graduação;
d. contribuir para a formação continuada e em serviço dos professores das escolas parceiras;
e. instrumentalizar os estudantes de graduação e docentes participantes para sistematizar e socializar as reflexões sobre a prática;
f. propor uma disciplina para os alunos de graduação participantes, visando creditação curricular para os cursos de Licenciatura em Matemática e Pedagogia. Alternativamente, gerar creditação curricular por Formação em Extensão Universitária conforme a Resolução 12/2015 do CEPE;
g. formar e orientar, nas escolas participantes, grupos de estudos formados por alunos que têm afinidade e interesse num maior desenvolvimento em Matemática, nos moldes de uma iniciação científica júnior.
 
Metodologia:
Selecionar os alunos de graduação interessados.

Estabelecer com eles o compromisso formal de atuação para pelo menos um semestre letivo.

Propor aos alunos de graduação participantes uma breve formação inicial para que se familiarizem com as especificidades da faixa etária das crianças envolvidas.

Propor aos alunos de graduação momentos de orientação semanal de 2h/aula, envolvendo oficinas de análise e criação de problemas com formação específica do ambiente escolar, além de outros temas como comunicação em matemática, especificidades sobre determinado conteúdo, atitude investigativa na aprendizagem da Matemática.

Propiciar aos alunos de graduação observar a atuação dos professores do CP e escolas parceiras com as crianças envolvidas.

Propiciar que os alunos de graduação conduzam, sob orientação docente, as atividades com as crianças com carga horária semanal de 2h/aula.

Registro sistemático e continuado das atividades, publicando e publicizando sempre que possível.

Convite a escolas municipais e estaduais para que estabeleçam parcerias com este Projeto, a partir do diálogo com as instituições que se interessem, sendo que, para cada uma delas um plano de trabalho específico deve ser construído em conjunto.

Reuniões mensais com os docentes das escolas parceiras e monitores de graduação do projeto para organização do trabalho pedagógico, avaliação e replanejamento das ações.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
Ao longo do processo, observando o impacto das ações, sendo alguns indicadores:
a. percentual dos alunos que melhoraram na compreensão de textos.
b. Percentual dos alunos que melhoraram na compreensão dos conceitos matemáticos presentes nos problemas.
c. Percentual dos alunos que passou a gostar mais (ou não rejeitar) Matemática.
d. Percepção dos monitores da utilidade/adequação de sua atuação na futura atuação profissional.
e. Quantidade e qualidade da produção acadêmica decorrente das ações desenvolvidas.
f. Percepção dos professores da UFMG e das escolas parceiras quanto a um efetivo planejamento conjunto das atividades.
g. Existência/realização de atividades conjuntas (interdisciplinares) com outros projetos ou conteúdos desenvolvidos na escola parceira
h. Variedade e qualidade dos recursos pedagógicos utilizados.
i. Percentual dos alunos que desenvolveram maior autonomia, capacidade colaborativa.
j. Percentual dos alunos que melhoram sua comunicação oral e escrita.
 
Site: -
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
crianças entre o 3º e 5º anos do ensino fundamental do CP e de escolas públicas parceiras e seus professores.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Sim
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
a. selecionar, adaptar e elaborar problemas e desafios matemáticos;
b. participar do planejamento inicial e avaliação das atividades nas turmas de alunos onde se dará a atuação, juntamente com orientadores e docentes das escolas parceiras;
c. conduzir, sob supervisão docente, as atividades com as crianças com carga horária semanal de 2h/aula;
d. reuniões semanais com os orientadores da UFMG;
e. registro - em diversas mídias - das atividades desenvolvidas;
f. produção e apresentação de trabalhos em eventos acadêmicos e científicos;
g. reuniões mensais de formação geral, com a equipe completa do projeto.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
a. análise das produções dos licenciandos envolvidos: relatórios, portfólios; artigos, vídeos, pôsteres e comunicações acadêmicas em geral; banco de problemas elaborado, adaptados e inéditos;
b. análise da participação dos licenciandos nos diversos momentos coletivos: reuniões semanais com os orientadores da UFMG, reuniões mensais de formação geral, com a equipe completa do projeto e encontros para planejamento e avaliação nas escolas parceiras.
 
Processo de avaliação:
além de solicitada uma auto-avaliação, haverá avaliação pelos docentes orientadores considerando, entre outros, interesse, autonomia e iniciativa, participação, produtividade, capacidade de trabalho em equipe, capacidade de análise e de proposição de soluções para as situações que se apresentem.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
Já existente no ICEx, FaE, CP e escolas parceiras.
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 250
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
Público estimado: entre 30 e 40 estudantes do CP e de cada uma das escolas parceiras. Em 2019, as escolas parceiras são a EM Lídia Angélica e EM Belo Horizonte. Participam também estudantes e docentes de escolas públicas das redes municipal e estadual de ensino em edições do Festival de Matemática promovidos pelo ICEx.
 

   

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