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Projeto - 402050 - Artesanias do Comum

Registro: 402050
Aprovado pelo CENEX em: 26/06/2018
 
Status: Ativo
 
Título: Artesanias do Comum
 
Data de início: 15/05/2014 Previsão de término:
28/02/2019
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 14/05/2014
 
Órgão Competente: Congregação
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2014
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Projetos
 
Programa vinculado: Natureza Política
Principal Área Temática de Extensão: Tecnologia e Produção
 
Área Temática de Extensão Afim: Trabalho
 
Linha de Extensão: Desenvolvimento Regional
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: tecnopolítica; cartografia; nômade; artesanias; arquitetura tática; cultura; urbanismo performativo; mapeamento; movimentos sociais; multidão; biopotência; tecnologia social
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
ARTESANIAS DO COMUM é um projeto extensionista, que estava vinculado ao Programa IND.LAB_Laboratório Nômade do Comum até o momento, e agora passa a compor o programa "NATUREZA POLíTICA", ambos pertencente ao grupo INDISCIPLINAR, grupo de pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG. O grupo tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Seus integrantes são professores, pesquisadores, alunos de graduação e pos-graduação oriundos de diversos campos do conhecimento de várias instituições acadêmicas no Brasil e no exterior, que buscam em suas ações a articulação entre a teoria e o prática, e o fortalecimento do tripé ensino-pesquisa e extensão.
O projeto ARTESANIAS DO COMUM parte do entendimento que apesar das forças hegemônicas de produção, baseadas exclusivamente na lógica da indústria e da ciência, cujo foco principal é o mercado, há uma invenção potente no cotidiano, engendrada taticamente pelos moradores, para resolver questões pertinentes à produção social do espaço, seja na escala do corpo, da moradia e/ou da cidade. Inspirados em Boaventura de Souza Santos, denominamos essas ações de Artesanias e apostamos na importância do seu mapeamento e na identificação de seus pressupostos de produção. Essas artesanias se aproximam das invencões do cotidiano teorizadas pelo Michel de Certeau e do saber-fazer do artífice explicitado por Sennett. Outro conceito que nos é caro é o conceito do comum, entendido aqui como sendo o “excedente que não pode ser expropriado pelo capital nem capturado na arregimentação do corpo político global” (HARDT; NEGRI), que se manifesta por meio de revoltas globais, mas também por “práticas, linguagens, condutas, hábitos, formas de vida e desejos”. Por fim, temos como balizas teóricas os pressupostos da economia solidária e da tecnologia social, e, por isso, os textos do Roberto Dagnino e Paul Singer são também algumas de nossas referências.
Imbuídos desses conceitos, o objetivo desse projeto é o de potencializar práticas urbanas e arquitetônicas nas quais as artesanias e a produção do comum estejam presentes, a partir de uma cartografia ampla de seus procedimentos e pressupostos, tendo como horizonte o projeto e/ou a construção de dispositivos arquitetônicos e urbanos que possam fortalecer uma rede de produção e troca baseada na solidariedade e no compartilhamento de saberes científicos e cotidianos, atravessados simultaneamente por questões e decisões políticas e poéticas.
Em 2016, o ARTESANIAS DO COMUM firmou parceria com a Casa Tina Martins, importante casa de referência para a mulher em situação de violência. A parceria firmada visa a criação de dispositivos para melhor apropriação do espaço da casa.
Também no ano de 2016, o ARTESANIAS DO COMUM firmou parceria com o MLB (Movimento de luta nos bairros, vilas e favelas), em ações diretas em ocupações urbanas autoconstruídas coordenadas pelo movimento, como por exemplo a criação do projeto 'Parque das ocupações", localizado no bairro Barreiro, em Belo Horizonte. Esse projeto está sendo desenvolvido em parceria com outro projeto de extensão do grupo Indisciplinar, o NATUREZA URBANA, e sua continuidade no ano de 2018 é de grande importância, tendo em vista o envolvimento das comunidades locais com a proposta do parque e a participação no sub-comité da bacia Rio Arrudas.
No momento, o grupo está envolvido com a reforma de um ônibus que foi doado ao MLB, no intuito de transformar seu interior em um espaço para acolher atividades econômicas (feiras e bazares) e atividades culturais (biblioteca, teatro e projeção de filme). Além disso, o terreno onde será estacionado o ônibus também está sendo motivo de discussões e elaboração de propostas. Aposta-se que o ônibus será um importante instrumento de articulação dos moradores das ocupações do Barreiro, podendo, em suas atividades móveis, expandir esse propósito.
 
Objetivos gerais:
O objetivo deste projeto é potencializar invenções já em ação no território, produzida a partir das emergências do cotidiano, seja na escala do corpo, da moradia ou da cidade. Esse processo será desencadeado por meio de mapeamentos e oficinas de construção com os atores dessa produção, dando enfâse àqueles que estão associadas aos movimentos sociais que lidam com temas urbanos e políticos da atualidade.
 
Objetivos específicos:
- Cartografar a produção do espaço engendrada pelos moradores no seu cotidiano, seja na escala do corpo, da moradia ou da cidade.
- Cartografar os conflitos socioambientais e as emergências que desencadeiam essa produção.
- Cartografar os coletivos de arte, arquitetura e design que atuam na esfera do urbanismo tático tanto no Brasil, quanto na Iberoamérica (Plataforma Urbanismo Biopolítico);
- Cartografar as relações econômicas em jogo, buscando identificar: as moedas correntes (financeiras ou não), as formas de propriedade (individuais, coletivas, compartilhadas, etc), as relações de troca (permuta, venda , aluguel, emprestimo, doação, etc), os contratos sociais em jogo;
- Cartografar os atores humanos e não humanos dessa produção: pessoas envolvidas e suas habilidades; materiais e ferramentas em ação; lojas e depósitos de materais; pontos de descarte e coleta de materiais; etc.
- Produzir um inventário das cartografias desenvolvidas não só no intuito de dar visibilidade à essa produção, como também transformar o entendimento que comumente se tem sobre essa produção como algo negativo, sem valor, irracional.
- Produzir objetos e dispositivos urbanos e arquitetônicos (mobiliário, equipamentos urbanos, vestimentas, moradias, etc) a partir de oficinas de construção (marcenaria, serrlaheria, tecelagem, etc) nas ocupações urbanas, ocupações culturais, vilas, favelas.
- Organizar material gráfico (livros e revista, cartilhas)
 
Metodologia:
As metodologias desenvolvidas nesse projeto incluem:
- Interlocução direta (reuniões, rodas de conversa, etc) com os moradores de territórios de conflito socioambiental, nos quais, apesar da pobreza material e da vulnerabilidade social presentes ali, é possível identificar engenhosas soluções para as emergências e urgências postas no cotidiano.
-Mapeamento dos atores humanos e não-humanos envolvidos na produção dos inventos do cotidiano e das relações sociais e econômicas em ação no território.
- Mapeamento dos coletivos de arte, arquitetura e design que atuam na esfera do micro-urbanismo
- Oficinas/workshops de capacitação e trocas de saberes tendo como pressupostos: processo de decisão e projetação compartilhado, tecnologia social e economia solidária.
- Processo intinerante e nômade para a realização das oficinas no intuito de facilitar a participação dos moradores dos territórios parceiros e de afirmar o reconhecimento de lugares de produção de saberes para além daqueles usualmente credenciados pela ciência e pela academia.
- Produção de cartilhas e manuais em redes sociais e eventos, em linguagens acessíveis, visando uma divulgação ampla do material produzido (copy left) e a autonomia de produção dos futuros interessados na informação compartilhada.
- Todo o processo visa o fortalecimento e autonomia dos grupos sociais envolvidos, como também a transformação dos proprios pesquisadores (alunos e professores) quando em contato com a prática da extensão.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
Em cada ação do projeto haverá uma forma de avaliar o processo, tendo em vista que a lógica de produção pode variar de acordo com os grupos envolvidos e com as relações construídas, e consequentemente pode resultar em: relatórios, entrevistas, artigos acadêmicos, cartilhas e manuais, realização de eventos de discussão (seminários e encontros), construção de objetos, realização de eventos de troca e comercialização (feiras e bazar), construção de uma rede de troca e compartilhamento da produção do comum (objetos, material gráfico, venda/troca de produtos, etc)
 
Site: http://blog.indisciplinar.com/frentesdeacao/extensao-2/artesanias-do-comum/
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
O público alvo do programa é vasto, pois pretende-se ativar processos de empoderamento social e autonomia de grupos sociais.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Não
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
-Encontros e reuniões na Escola de Arquitetura, sala 500 (sala sede do IND.LAB- Laboratório Nômade do Comum, programa de extensão no qual esse projeto está vinculado) para discussões teóricas e metodológicas que norteiam esse projeto
-Realização das cartografias das artesanias produzidas nos territórios parceiros: ocupações urbanas e/ou culturais.
- Produção de inventários das artesanias mapeadas
-Realização de oficinas e workshops na Escola de Arquitetura e/ou nos territórios parceiros para a produção de dispositivos/objetos a partir dos procedimentos mapeados na produção das artesanias (aproveitamento de resíduos, bricolagens, relações de trabalho e troca, etc), agregando alguns preceitos da ciência e da indústria eleitos pelo grupo como importantes otimizadores para as finalidades pretendidas (tais como: racionalização constructiva, modulação, facilidade de montagem e desmontagem, etc)
- Construção de cartilhas e manuais dos objetos produzidos
- Realização de seminários e encontros para discussão sobre a produção de artesanias articuladas com o conceito do “comum”
- Bazar e feiras para a troca e venda tendo como horizonte a produção de uma rede economica solidária e compartilhada (cooperativas, financiamentos colaborativos, etc)
 
Plano de acompanhamento e orientação:
Reuniões semanais com participação efetiva dos professores-orientadores como integrantes do projeto acompanhando e orientando os estudantes.
Também serão utilizadas diversas estratégias de trabalho colaborativo via redes sociais (grupos de discussão no facebook, grupos de what's up, grupo de emails). As postagens semanais no blog também deverão fazer com que todos estejam atualizados o tempo todo em todas as etapas do Programa e seus Projetos.
Participação efetiva em todas as etapas do plano de atividades.
 
Processo de avaliação:
As formas de avaliação têm um leque de indicadores que são verificados por meio de observação, formulação de questionários, entrevistas, roda de conversas a serem efetuados pela equipe, envolvendo os parceiros das ocupações e professores convidados.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
O Programa Artesanias do Comum conta com espaço físico do Programa IND.LAB_Laboratório Nômade do Comum, sediado na Escola de Arquitetura, equipado com infraestrutura de informática e também com oficinas de artesanias, montado com os equipamentos de tecelagem, estamparia e marcenaria do Programa DESEJA.CA, atualmente vinculado ao IND.LAB. Além disso, pretende-se que as oficinas aconteçam nos territórios das ocupações urbanas e culturais, facilitando a participação dos moradores e interessados e reconhecendo esses lugares como espaços vivos de criação e invenção
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 10.000
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
Este é um Projeto que pretende ser nômade e estabelecer diversas parcerias com ONGS, grupos sociais, grupos culturais, ocupações, Vilas e favelas, outros grupos de pesquisa, etc.
 

   

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