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Projeto - 402679 - BH S/A

Registro: 402679
Aprovado pelo CENEX em: 23/10/2017
 
Status: Ativo
 
Título: BH S/A
 
Data de início: 02/09/2016 Previsão de término:
08/12/2018
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 24/08/2016
 
Órgão Competente: Congregação
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2016
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo
 
Programa vinculado: IND.URB
Principal Área Temática de Extensão: Direitos Humanos e Justiça
 
Área Temática de Extensão Afim: NÃO POSSUI
 
Linha de Extensão: Desenvolvimento Urbano
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: Cartografia, neoliberalização, globalização, produção do comum, resistência, redes, movimentos sociais, tecnopolíticas, política urbana
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
O Grupo de Pesquisa Indisciplinar atua na elaboração de cartografias do processo de neoliberalização e produção biopolítica atrelados à produção contemporânea do espaço urbano. O termo cartografia descreve a opção teórico-metodológica que pressupõe a não separação entre pesquisador e o objeto de pesquisa, e que identifica tanto os processos de investigação quanto as ações executadas. Neste contexto de intencional sobreposição entre teoria e prática, atores híbridos (pesquisadores, resistências, comunidades afetadas, entre outros) atuam em duas frentes de ação principal: (a) os processos destituintes contra o urbanismo neoliberal em suas múltiplas dimensões expropriadoras do patrimônio público; e (b) os processos constituintes/instituintes de novos espaços engendrados pela coletividade e autonomia cidadã em defesa do comum. Desde 2011, um conjunto de projetos vem sendo objeto de pesquisa-ação do Grupo Indisciplinar, entre outros: a Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos/ Leste Oeste (OUC ACLO, antiga OUC Nova BH); a Operação Urbana do Izidoro; a criação e operação da empresa PBH Ativos S/A; e o acompanhamento da revisão do Plano Diretor. Resulta dessa prática um extenso material que poderia ser organizado a partir de cinco dimensões: (a) a espacial-territorial, composta por cartografias colaborativas e ferramentas de georreferenciamento e interação; (b) a temporal, por meio do levantamento, análise e representação da evolução dos fenômenos investigados; (c) a conceitual-informacional, utilizando produção colaborativa, processual e em rede do conhecimento como forma de desenvolvimento dos marcos teóricos que norteiam a pesquisa e armazenamento de bases de dados; (d) a comunicacional ou de criação de redes, a partir do uso tático das redes sociais e canais de comunicação de ampla utilização na internet; e (e) a de incidência política e formação, por meio de ações de rua como aulas públicas, formação popular e oficinas que trabalharem junto à população afetada, movimentos sociais parceiros e outras organizações e garantam a participação dos afetados nos projetos e, ainda, incidência junto aos órgãos de fiscalização e controle. Além de cumprir seu objetivo inicial – imbricar teoria e prática nas frentes de ação definidas – a cartografia dos projetos vem revelando sombreamentos e conexões entre conceitos, práticas, agentes, instituições e estratégias territoriais cujo aprofundamento e retroalimentação, através de temas transversais, passaram a constituir uma demanda necessária para continuidade, contextualização e eficácia dos trabalhos. Entre os temas transversais pode-se citar a hegemonia dos Projetos de Parceria Público-Privada, as inflexões no perfil de agentes investidores, o agravamento da assimetria de poder no campo da produção do espaço, as alterações na arquitetura institucional e na legislação urbana alinhada a interesses de agentes privados e ao empreendedorismo urbano, o abandono ou distorção de pautas da reforma urbana e função social da propriedade. O projeto de extensão BH S/A propõe, portanto, a necessária conexão entre frentes de atuação do Grupo Indisciplinar, sem, no entanto, perder o viés de extensão e os pressupostos da pesquisa-ação da prática de cartografia dos projetos. Para tal, além do aprofundamento conceitual, o projeto prevê que toda a produção de conhecimento seja voltada para subsidiar as ações em andamento, através, sobretudo, da produção e amplo acesso às informações, pautada na tradução da logotécnica especialista e contextualização de processos pontuais em relação a escalas ampliadas de produção do espaço urbano. A questão central do projeto BH S/A será, portanto, cartografar, em diferentes escalas, a dimensão social, econômica e territorial das frentes de neoliberalização do espaço urbano municipal estudadas e, concomitantemente, garantir acesso e aplicabilidade dos dados produzidos, sobretudo em relação às ações coletivas de resistência e produção do comum.
 
Objetivos gerais:
O projeto BH S/A sistematiza, conecta e contextualiza diferentes frentes de pesquisa-ação em andamento em relação aos processo de neoliberalização do espaço urbano, garantindo amplo acesso e maior aplicabilidade e eficácia das informações junto aos movimentos sociais, comunidades atingidas e instituições parceiras.
 
Objetivos específicos:
1. Atualizar e aprofundar o arcabouço conceitual relacionado aos processos de neoliberalização do espaço urbano a partir (a) da contextualização do conjunto de frentes locais de pesquisa-ação em relação à escala global e nacional e (b) da utilização das informações locais para calibrar e retroalimentar a compreensão da produção contemporânea do espaço. 2. Cartografar a interface entre os projetos e destes com demais estratégias de empresariamento urbano em curso na cidade, incluindo o monitoramento dos instrumentos de urbanísticos de modo a garantir seu compromisso social em relação à da função social da propriedade, habitação social, mecanismos populares de gestão, garantia de direitos de grupos vulneráveis e comunidades de baixa renda. 3. Consolidar o diálogo com a rede de pesquisadores vinculados ao Indisciplinar em escala nacional (parceiros Labcidade, FAU USP e IPPUR UFRJ) e internacional (pesquisadores vinculados na Universidad Central del Ecuador e Escuela Tecnica Superior de Arctectura de La Universidad Politecnica de Madrid). 4. Garantir amplo acesso e aplicabilidade às informações através, sobretudo, da disponibilização dos dados na atual plataforma tecnopolítica de investigação do Indisciplinar, incluindo o uso de ferramentas wiki, produção de mapas georreferenciados e colaborativos e diversificação dos modos de divulgação (blog e fanpage, por exemplo)
 
Metodologia:
Alinhado com a opção teórico-metodológica do Grupo Indisciplinar, o projeto de extensão BH S/A propõe a utilização do método cartográfico enquanto ação de investigação engajada e orientada por pressuposto de pesquisa no qual a produção do conhecimento e o ativismo se sobrepõe, possibilitando um fazer insurgente, dinâmico e colaborativo. Verificou-se em projetos concluídos e em andamento que este método possibilita e incorpora o afloramento das diferenças, antagonismos, singularidades e híbridos inerentes aos processos de produção do espaço urbano contemporâneo. De modo complementar, é possível imaginar o método cartográfico para além do registro, pesquisa e ação sobre a experiência cotidiana e pressupor sua condição de dispositivo voltado para a diluição dos limites entre micro e macropolítica, atuando como possibilidade tática de integração entre produção de escalas que orientam a resolução geográfica das relações sociais na conformação do espaço urbano. A aproximação em relação ao objeto de estudo tem início na etapa de sistematização e consolidação das informações obtidas nas diferentes frentes de pesquisa-ação, das quais resultarão relatórios sempre acompanhados da consolidação e aprofundamento dos instrumentos de colaboração e plataformas desenvolvidas. De modo paralelo, o projeto propõe construir pontes conceituais entre este conteúdo e as linhas de pesquisa nacionais e internacionais que discutem a transposição dos processos de neoliberalização para a produção do espaço urbano, incluindo seus rebatimentos na política urbana, legislação e arquitetura institucional do poder público. O estudo desse tema será igualmente acompanhado da produção de material em linguagem acessível e, quando necessário, formatado em material didático de subsídio a aulas públicas e ações de capacitação e mobilização do público-alvo. Assim que as duas etapas iniciais estiverem encaminhadas, o método do trabalho passa a se concentrar na identificação das conexões e sombreamentos entre projetos, com especial atenção para os temas transversais da pesquisa e para a construção de matriz de relação entre as frentes de pesquisa-ação e o conteúdo conceitual.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
A avaliação irá considerar produtos e indicadores. Em relação aos produtos e respectivos rebatimentos no compartilhamento dos dados, o projeto prevê: (a) relatórios de consolidação e atualização das plataformas das frentes de pesquisa ação; (b) aprofundamento do referencial teórico e tradução das informações; (c) matriz de correlação entre frentes e conteúdo conceitual e sua incorporação nas plataformas; (d) relatório final e respectiva publicação. Em relação aos indicadores, será monitorado a capacitação e protagonismo dos beneficiários, a produção das cartografias, criação de coletivos e outras formas de mobilização e a repercussão da extensão sobre a produção do espaço.
 
Site: www.indisciplinar.com
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
O público-alvo do projeto inclui todos os grupos de cidadãos que afetam ou são afetados pelos processos de neoliberalizção identificados no espaço urbano. De modo mais específico, como se trata de um projeto orientado pela divulgação e tradução de informações voltadas para a identificação de impactos e resistências a estes processos, será dada maior ênfase à identificação, diálogo e mobilização de público-alvo composto por ativistas e movimentos sociais relacionados aos projetos.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Não
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
Desenvolvimento de metodologia e criação de tecnologia social nos processos de produção das cartografias críticas e dos infográficos organizarão dados advindos de categorias distintas (sociais, políticos, econômicos, culturais, etc.) no espaço urbano. O objetivo deste projeto é construir cartografias que conjuguem sinteticamente a complexidade sócio política-espacial em infográficos que espacializem as informações, revelando assim as relações de poder no espaço urbano. Pretende-se realizar experimentações de tecnologias de representação para registrar e analisar os dados. De modo complementar, serão promovidos grupos de estudos, leituras e reflexões sobre os temas correlatos aos processos identificados, resultando em produção de material acadêmico e didático. As oficinas ocorrerão em ciclos de três meses em locais diferentes de forma paralela e ao mesmo tempo, isto dependerá da urgência e necessidade que este terá de divulgar, referenciar, mapear, diagramar o seu problema ou característica. Os materiais (cartografias, artigos, aulões, debates) serão criados através de oficinas criativas, participativas, abertas e coletivas.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
O desenvolvimento de todas as atividades será acompanhado pela coordenadora do Projeto, levando em conta a participação dos estudantes nas atividades de capacitação e monitoria e a orientação para a produção de um portfólio/relatório que tem sido montado ao longo de todo o processo. Para o artigo científico, o bolsista contará com a orientação do coordenador, membro da equipe, com sessões mensais de orientação individual. Além disto, o blog e a fanpage do facebook (importante dispositivo de comunicação com a sociedade) serão importante fonte de informação para avaliação online e em tempo real das atividades.
 
Processo de avaliação:
Os estudantes serão avaliados de acordo com a quantidade e qualidade dos produtos, rebatimento acadêmico da extensão na formação do alunos e pelo engajamento nas ações realizadas.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
Os alunos bolsistas terão um posto de trabalho na EA UFMG e contarão com estrutura de equipamentos (2 computadores, impressora e câmera) para o desenvolvimento das cartografias e material de divulgação das informações (mapas, peças gráficas, blog, fan page, etc). O projeto propôr também a realização de oficinas e aulas públicas compartilhando a infraestrutura itinerante existente no Indisciplinar quando realizada em espaços públicos ou outro local disponibilizado (associação de bairro, ONG, entre outros).
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 300
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
 

   

Av. Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha - Prédio da Reitoria, 6º andar - Belo Horizonte - MG
Fones: (31) 3409-4070/3409-4062 Fax: (31) 3409-4068 - E-mail: gab@proex.ufmg.br