Bem-vindo(a) Visitante sair | minha ufmg
SIEX/UFMG
Ações de Extensão
Georreferenciamento
Contato e Suporte
 
       

Projeto - 402594 - Plataforma Urbanismo Biopolítico

Registro: 402594
Aprovado pelo CENEX em: 31/08/2017
 
Status: Desatualizado
 
Título: Plataforma Urbanismo Biopolítico
 
Data de início: 01/08/2016 Previsão de término:
30/06/2018
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 08/06/2016
 
Órgão Competente: Cenex
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2016
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo
 
Programa vinculado: IND.URB
Principal Área Temática de Extensão: Comunicação
 
Área Temática de Extensão Afim: Cultura
 
Linha de Extensão: Organizações da Sociedade Civil e Movimentos Sociais e Populares
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: Cartografias, mapeamentos, indisciplinar, produção comum, resistência, ocupações urbanas, lutas urbanas, redes, movimentos sociais, multidão, cidade formal e informal, tecnopolíticas, biopotência
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
Este é um projeto que esteve vinculado ao Programa IndLab até agosto de 2017 e que surge a partir das ações realizadas dentro do projeto Cartografias Emergentes e que se desdobraram em um projeto a ser realizado a partir de 4 frentes de investigação e ação do grupo de Pesquisa Indisciplinar em rede com movimentos sociais e outros grupos de pesquisa que tem investigado e atuado na tentativa de produzir informação e dispositivos de ação relativos às lutas urbanas envolvendo 4 territórios e/ou temas urbanos fundamentais na produção do espaço em Belo Horizonte: Zona Cultural, Nova BH/ ACLO, Santa Tereza, PBH Ativos, Operação Urbana Isidoro. Neste novo ciclo, o projeto se vincula ao novo Programa denominado IndUrb. http://pub.indisciplinar.com/

A avaliação dos projetos que o Grupo Indisciplinar desenvolveu até o final de 2015 apontou que
a construção de uma método cartográfico de pesquisa e ação era o ponto estrutural das nossas
ações. Esse método de trabalho explora de maneira tática uma série de dispositivos e
ferramentas tecnopolíticas disponíveis atualmente, para a produção de conhecimento de
maneira coletiva e colaborativa (mapeamentos digitais, redes sociais, páginas wiki, blogs,
produção de linhas do tempo etc.), aliando o uso de tais mecanismos ao contato presencial e à
atuação direta junto a grupos e a comunidades da sociedade civil.
De um modo geral, podemos dizer que nossos projetos vêm sendo explorados a partir de quatro dimensões principais:
I) Espacial/territorial: a) por meio da criação de mapas digitais colaborativos que reúnem
ferramentas de georreferenciamento com a possibilidade de atuação em rede e em
tempo real, utilizando softwares como Crowdmap e Mapas de Vista; b) produzindo
cartografias coletivas a partir de encontros presenciais, como oficinas e workshops.
II) Temporal: por meio da produção de linhas do tempo que analisam a evolução
temporal dos fenômenos investigados e sua relação com eventos/acontecimentos
paralelos da dinâmica urbana. III) Conceitual e informacional: utilizando páginas wiki (ou seja, que possibilitam a
produção colaborativa, processual e em rede do conhecimento) como forma de
desenvolvimento dos marcos teóricos que norteiam nossas pesquisas, assim como
meio de produção/armazenamento de bases de dados.
IV) Comunicacional ou de criação de redes: a partir do uso tático das redes sociais e
canais de comunicação de ampla utilização na internet, como fanpages e eventos em
redes sociais, blogs, produção de memes, etc.

Impõe-se, neste projeto, o desafio de sobrepor todas essas camadas, proporcionando a
conexão e a retroalimentação entre as diversas ferramentas que utilizamos para atuar na cartografia destas lutas territoriais. Se por um lado a trajetória traçada até o momento nos permitiu explorar em profundidade uma série de
dispositivos existentes e desenvolver um procedimento que busca aproveitar da melhor forma
as funcionalidades de cada uma dessas ferramentas, por outro lado, a utilização de múltiplos
canais e a impossibilidade de comunicação entre alguns deles implica em certas limitações –
como a realização de trabalhos duplicados, a dispersão de algumas informações e a dificuldade
de cruzamento de dados – cuja superação traria enormes benefícios ao desenvolvimento de
nossas pesquisas.

Atualmente, Belo Horizonte se destaca como um laboratório para criação e desenvolvimento de
instrumentos de gestão e empresariamento urbano que se apoiam na produção do território
vinculada aos ditames da acumulação privada em detrimento da justa distribuição dos ônus e
benefícios da urbanização e das principais agendas de reforma urbana. Essa realidade pode ser
observada por meio do rebatido dessas inovações perversas nos instrumentos jurídicos e
políticos de política urbana associados a Grandes Projetos Urbanos e estratégias de
empresariamento da cidade nas várias frentes de ação a serem cartografadas nesse projeto.

Neste momento o projeto está vinculado ao no
 
Objetivos gerais:
A proposta nesse projeto é robustecer a análise qualitativa sobre a economia política da OUC, os atores envolvidos, engenharia de financiamento, custos públicos, discursos e instrumentos urbanísticos envolvidos para produção de estudos técnicos, material gráfico e mapeamento que permita, além da mobilização social e denúncia de possíveis irregularidades, a comparação desse GPU com outros que estão sendo mapeados pelos parceiros do Labcidade e IPPUR.
 
Objetivos específicos:
Definição preliminar dos critérios a partir dos quais serão construídos a) banco de dados e análise da OUC-ACLO e b) cartografia do empreendimento, com base nos parâmetros elaborados no questionário de mapeamento do Indisciplinar referente aos projetos do urbanismo neoliberal, constante da Plataforma do Urbanismo Biopolítico.

Serão investigados e mapeados:
(i) os atores envolvidos; (ii) os mecanismos, valores e origem do financiamento envolvendo a OUC;
(iii) os investidores e seus arranjos institucionais;
(iv) os custos públicos e possíveis transferências de patrimônio público;
(v) possíveis judicializações atinentes à OUC;
(vi) os instrumentos de política urbana utilizados para viabilização do projeto e demais atos normativos e
(v) os discursos utiizados para legitimar a OUC.
Subsidiar o preenchimento do questionário a ser aplicado à OUC-ACLO por meio da coleta e sistematização de banco de dados amplo sobre a Operação Urbana e mantutenção de registro atualizado de informações compartilhadas em rede por terceiros (salvá-las) na página Wiki do Indisciplinar referente ao tema.

Informar, divulgar e traduzir graficamente conteúdos sobre a OUC-ACLO para o público em geral e comunicar as informações produzidas nas plataformas de divulgação dos parceiros do Labcidade e IPPUR.
 
Metodologia:
No que diz respeito ao método trabalho, entendemos por cartografia o processo de investigação que substitui o método científico positivista (que pressupõem a separação entre pesquisador e seu objeto de pesquisa) permitindo que os investigadores e atores do grupo de pesquisa possam se envolver politicamente com as lutas territoriais em defesa de uma cidade mais justa. Nesse sentido, o método cartográfico hibrida sujeito investigador com atores advindos dos movimentos sociais e outros parceiros, evitando a separação entre sujeito que investiga e objeto investigado. A cartografia não utiliza somente as ferramentas de mapeamento territorial para realizar seu trabalho cartográfico, mas envolve também outras ações cotidianas junto aos movimentos e atores das resistências biopotentes, atuando justamente no ponto cego das lutas, entre as resistências locais e o poder público que detém informações complexas, e assim, o grupo de investigadores ativistas desvenda e traduz de diversas formas as perversidades do jogo de produção de espaço neoliberal que estão inseridas na macropolítica das questões urbanas, principalmente quando se trata de grandes projetos envolvendo parcerias público-privadas, nos quais governos e grandes investidores envolvidos – principalmente empreiteiras e bancos – agem a partir de uma lógica privada, orientada para a acumulação de capital e, muitas vezes, de forma irregular.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
Constituição de banco de dados robusto sobre o tema organizado na página wiki do Indisciplinar sobre a PBH Ativos S/A.

Alimentação por meio das informações mapeadas das ferramentas do Indisciplinar como linha do tempo, blog, fanpage, mapas, etc dos temas transversais à PBH Ativos, como a OUC-ACLO.

Produção de 3 relatórios técnicos aprofundados, associados à material gráfico desvendando os temas investigados.

Mobilização da comunidade acadêmica e do público em geral sobre o tema da PBH Ativos, permitindo a tradução de temas complexos e a utilização do material por outros atores envolvidos na sua fiscalização e incidência política.

Consulta e utilização frequente da página do blog como referência sobre o tema.

Compartilhamentos e comentários representativos das postagens do blog em redes sociais.

 
Site: www.indisciplinar.com
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
pesquisadores, universidades, arquitetos, urbanistas, geografos, economistas, sociologos e movimentos sociais
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Sim
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
cartografar as políticas neoliberais de produção do espaço [1] e as resistências positivas ao avanço do capitalismo contemporâneo sobre o território de Belo Horizonte, utilizando o repertório de táticas e estratégias tecnopolíticas desenvolvidas pelo método de trabalho investigativo do Indisciplinar: (i) levantamento de dados, (ii) mapeamento georreferenciado das informações coletadas; (iii) tradução textual e gráfica de informações técnicas, (iv) divulgação e mobilização social pelas ferramentas blogs e fanpage e (v) atividades acadêmicas – produção de artigos científicos, aulas públicas, entrevistas e participações em eventos.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
O desenvolvimento de todas as atividades será acompanhado pela coordenadora do Projeto, levando em conta a participação dos estudantes nas atividades de capacitação e monitoria e a orientação para a produção de um portfólio/relatório que tem sido montado ao longo de todo o processo. Para o artigo científico, o bolsista contará com a orientação do coordenador, membro da equipe, com sessões mensais de orientação individual. Além disto, o blog e a fanpage do facebook (importante dispositivo de comunicação com a sociedade) serão importante fonte de informação para avaliação online e em tempo real das atividades.
 
Processo de avaliação:
Os bolsistas deverão produzir relatórios mensais com o resumo das atividades realizadas. Além do relatório final, os
alunos serão avaliados pelo artigo(s) produzido(s).
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
Os alunos bolsistas terão um posto de trabalho na EAUFMG, e contarão com 6 computadores para o desenvolvimento das peças gráficas, uma impressora câmeras fotográficas e filmadoras.
Vínculo com Ensino: Não
Vínculo com Pesquisa: Não
Público estimado: 3.000
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
Este Projeto já vem sendo realizado em parceria com diversas ONGs, Grupos de Pesquisa e Movimentos Sociais. Também envolve uma disciplina da graduação aberta para toda a Universidade UNI009 CARTOGRAFIAS EMERGENTES, assim como uma disciplina na pós-graduação BIOPOLÍTICAS NO ESPAÇO CONTEMPORÂNEO. Também faz parte do Grupo de Pesquisa do CNPQ de nome INDISCIPLINAR que forma uma rede com grupos de toda América Latina. Duas pesquisas de mestrado já estão em andamento dentro das linhas de pesquisa do Grupo Inidsiciplinar e fazem parte do escopo deste projeto também. Acredita-se no envolvimento direto da Universidade e das atividades acadêmicas com a sociedade no sentido de transformação real do mundo atual num mundo melhor. Portanto, há uma necessidade de envolver alunos bolsistas para que a produção realizada se torne mais sistematizada e a Universidade possa trabalhar a teoria e a prática de forma mais cotidiana e produzir o conhecimento de forma a sociabiliza-lo.
 

   

Av. Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha - Prédio da Reitoria, 6º andar - Belo Horizonte - MG
Fones: (31) 3409-4070/3409-4062 Fax: (31) 3409-4068 - E-mail: gab@proex.ufmg.br