Bem-vindo(a) Visitante sair | minha ufmg
SIEX/UFMG
Ações de Extensão
Georreferenciamento
Contato e Suporte
 
       

Projeto - 400612 - Conto e Reconto

Registro: 400612
Aprovado pelo CENEX em: 20/02/2017
 
Status: Ativo
 
Título: Conto e Reconto
 
Data de início: 01/02/2010 Previsão de término:
31/12/2017
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 30/11/2015
 
Órgão Competente: Cenex
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2010
 
Unidade: Escola de Ciência Informação
 
Departamento: Depto Teoria e Gestao da Informacao
 
Programa vinculado: Carro-Biblioteca: Frente de Leitura
Principal Área Temática de Extensão: Cultura
 
Área Temática de Extensão Afim: Educação
 
Linha de Extensão: Alfabetização, Leitura e Escrita
 
Grande Área do Conhecimento: Lingüistica, Letras e Artes
 
Palavras-chave: Ação cultural; Contação de histórias; Carro-Biblioteca; Livro; Leitura; Formação do Leitor.
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
Abramovich (2003) afirma que ler histórias é suscitar o imaginário. É o momento em que o mundo é descoberto com seus inúmeros conflitos e impasses, bem como suas soluções. Ao se tratar do público infanto-juvenil, é através das histórias que há uma identificação com os personagens – cada qual correspondendo ao momento que está sendo vivido pela criança ou adolescente – de modo a lidar melhor com suas próprias dificuldades e buscar soluções por meio deles mesmos para cada uma delas. Segundo Paulo Freire (1982), é a partir da leitura de mundo que o ser humano aprende a ler os demais textos. Considerando esta reflexão, a literatura oral, além de expandir a leitura do mundo, torna-se uma ferramenta eficaz no despertar da curiosidade por outras artes e exercitar a imaginação dos ouvintes. Além disso as metáforas, também muito presentes nas histórias, permitem uma possibilidade de identificação das crianças e adolescentes com os personagens, promovendo uma interação entre contador e ouvinte. A contação de histórias é apresentada no projeto no contexto da ação cultural, de modo a enfatizar seu papel como meio de incentivo à leitura e instrumento motivador à produção intelectual dos próprios leitores do Carro-Biblioteca. Para Milanesi (1997) a ação cultural caracteriza-se pela presença das atividades representadas pelos três verbos: informar, refletir, criar. Coelho Neto (1989) diferencia ação cultural de animação cultural demonstrando que a riqueza da ação cultural está no fato de ela não propor um projeto pronto, estruturado, com princípio, meio e fim previamente previstos, mas permitir que os atores, sujeitos da ação cultural, construam esse projeto à medida em que ele vai acontecendo. Este é o caso: parte-se do pressuposto de que "a história contada através da oralidade permite a interação entre contador e ouvintes, já que o corpo e a voz propiciam vivências comunitárias, perdidas na aceleração da vida moderna" (Torres e Tettamanzy, 2008). Propõe-se a contação de histórias seguida de momentos de participação e de interação entre o contador e os ouvintes. Nesses momentos, os livros das histórias serão apresentados, bem como sua estrutura e seu autor, sendo dadas novas sugestões de leituras. Todos os livros ficarão disponíveis para empréstimo no Carro-Biblioteca. Além disso, a cada semana, um ouvinte será convidado a tornar-se um contador ou leitor da história com que mais tiver se identificado a partir das leituras realizadas durante a semana ou de histórias previamente conhecidas.
 
Objetivos gerais:
Despertar nas crianças e adolescentes, através da contação de histórias, um anseio mais profundo pela leitura e uma interação com a mesma, persuadindo-os a buscarem suas próprias leituras e criarem suas histórias.
 
Objetivos específicos:
- Estudar a realidade das crianças e adolescentes de duas comunidades visitadas semanalmente pelo Carro-Biblioteca, a fim de assimilar o contexto e as melhores formas de atuação na prática de contação de histórias; - Desenvolver a contação de histórias em roda, em espaço aberto, nas próprias comunidades; - Apresentar os livros dos quais as histórias são lidas, a fim de que os ouvintes conheçam sua estrutura, autores, ilustradores, e se interessem em lê-los futuramente; - Permitir que as crianças e adolescentes, ao se identificarem com as histórias de alguns livros, preparem e contem suas próprias histórias; - Criar um ambiente de interação coletiva que permita a expressão individual de cada ouvinte a partir das histórias contadas.
 
Metodologia:
O ato de contar histórias traz em si uma série de questões que ultrapassam o domínio das técnicas, envolve muito mais o entendimento por parte do contador/leitor das questões psicológicas e terapêuticas presentes no universo dos ouvintes e as formas de impacto que as histórias têm para a vida deles. Estas não se referem apenas às práticas educacionais e técnicas artísticas, mas principalmente à cumplicidade no olhar, empatia e sensibilidade para entender quando os ouvintes expressarem seus anseios, medos, valores, esperanças e desejos com um simples gesto ou jeito de olhar ao ouvirem a história. Inicialmente, para o desenvolvimento deste projeto, será realizado um estudo por parte do contador de histórias sobre a comunidade onde será implantado o projeto. No primeiro momento, deverão ser feitas algumas visitas juntamente com a equipe do Carro-Biblioteca, através das quais o contador precisará observar seu público alvo e escrever um diário pessoal com todas as suas inquietações e conclusões referentes à comunidade, tratando até então, de aspectos subjetivos como: reações dos leitores que frequentam o Carro-Biblioteca, suas preferências de leituras, motivações e contextos onde estão inseridos. Em seguida, este estudo passará para um patamar estratégico, por meio do qual o contador avaliará o espaço, estrutura local, existência de instituições públicas na comunidade a fim de se estabelecer o melhor local para que as contações sejam realizadas, lembrando que este precisa ser próximo ao local onde o Carro-Biblioteca fica estacionado. Na segunda fase deste trabalho, uma vez determinado o perfil dos ouvintes em potencial e o local para a realização das contações, o contador deverá selecionar histórias que antes mesmo de mover seus ouvintes, deverão sensibilizar a si próprio, de modo que se identifique e se apaixone por ela. Além disso, é necessário que seja escolhidas histórias que melhor se adequem à realidade em que vivem as crianças e adolescentes ali presentes e suas faixas etárias. Para isso, será necessário que o contador tenha sensibilidade e empatia, para enfim, realizar as contações. Após as contações de histórias, deverão ser realizados os momentos de participação e interação entre o contador e os ouvintes. Nesse momento, o livro em que a histórias está escrita deverá ser apresentado, bem como seu autor, ilustrador, e sua estrutura, ficando disponível para empréstimo no Carro-Biblioteca. A interação é proposta por meio de um “bate-papo” com os ouvintes, conduzido pelo próprio contador, para que exponham suas percepções, comparações da vida real com a história, opiniões, discordâncias e estranhamentos. Deverá ser reservado um momento, como última atividade, para que as próprias crianças e adolescentes contem suas histórias. Cada semana um ouvinte se tornará um contador ou leitor daquela história com que mais se identificou a partir da(s) leitura(s) realizada(s) durante a semana.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
A atividade de cada semana será avaliada pelo próprio contador de histórias, através da produção de um diário descritivo e crítico. Em reuniões mensais com as coordenadoras, as ações serão revistas e ajustes necessários serão empreendidos. Ao final, propor-se-á uma avaliação do processo entre os participantes envolvidos (contador de histórias, ouvintes das comunidades, coordenadoras do projeto).
 
Site: http://carrobib.eci.ufmg.br/index.php/projetos-vinculados/conto-e-reconto.html
 
Origem do público-alvo: Externo
 
Caracterização do público-alvo:
O público alvo é composto de crianças e adolescentes frequentadores do Carro-Biblioteca em duas comunidades atendidas pelo Programa. A seleção das comunidades é feita nas primeiras semanas de condução do projeto a cada ano, de acordo com a disponibilidade do bolsista selecionado e com a avaliação feita nas próprias comunidades pela equipe. Em 2010 foi contemplado o público das comunidades Frimisa e São Benedito. Em 2011 o projeto esteve inativo por falta de bolsistas. Em 2012 foi retomado.
 
Captação por edital de fomento: Sim
 
Articulado com política pública: Não
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
- Avaliação / seleção das comunidades - Estabelecimento da infra-estrutura e plano de ação cultural - Seleção das histórias - Preparo para a contação - Contação, em duas comunidades, duas vezes por semana, ao longo do ano. Ressalta-se que o projeto foi implantado no 2o semestre de 2010, quando seguiu todo o cronograma acima. Foram selecionadas as comunidades de São Benedito e de Frimisa, ambas em Santa Luzia. Em cada comunidade aconteceu uma visita por semana do Carro-Biblioteca, quando uma bolsista do Programa PRONOTURNO efetuou as ações de contação de histórias e ação cultural. Como resultados podem ser citados: o dia da poesia, proposto pelos próprios usuários, em que cada ouvinte da contação se transformou em autor e/ou em contador; as rodas de contação e leitura que aconteciam semanalmente (o público variou em cada comunidade, tendo atendido, ao total, cerca de 50 crianças e adolescentes, além de algumas mães), e mesmo a produção de um livro por um dos ouvintes que, estimulado pela oportunidade de ouvir e ser ouvido decidiu escrever um livro com suas próprias histórias. Em 2011 o projeto esteve inativo por falta de bolsistas. Em 2012 foi retomado com um bolsista PROEX. Já foi realizado o levantamento das atuais comunidades atendidas pelo carro-biblioteca e a escolha de duas delas para efetivação da contação de histórias. Devido à greve de funcionários e à falta da renovação do seguro do veículo (carro-biblioteca), as visitas às comunidades foram interrompidas.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
Reuniões mensais com as coordenadoras do projeto.
 
Processo de avaliação:
Produção de diário a cada ação efetuada; produção de relatório final (com vistas a publicação).
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
Carro-Biblioteca; acervo infanto-juvenil; pano ou toalha para agrupar os ouvintes sobre o chão ou gramado; recursos visuais para a contação de histórias (fantoches, cartazes, bonecos, ilustrações, etc).
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Não
Público estimado: 50
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
O projeto foi conduzido em 2010, com a então aluna de graduação Pâmela Bastos Machado atuando como bolsista (Bolsa Pronoturno), tendo sido atendidas as comunidades de São Benedito e Frimisa, ambas em Santa Luzia. Volta a ser oferecido em 2012, desta vez sob co-coordenação da Pâmela, que agora é aluna do mestrado em Ciência da Informação. Pleiteia-se uma bolsa PROEXT para que o projeto possa se efetivar em 2012, quando serão selecionadas as duas comunidades a serem beneficiadas.
 

   

Av. Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha - Prédio da Reitoria, 6º andar - Belo Horizonte - MG
Fones: (31) 3409-4070/3409-4062 Fax: (31) 3409-4068 - E-mail: gab@proex.ufmg.br