Bem-vindo(a) Visitante sair | minha ufmg
SIEX/UFMG
Ações de Extensão
Georreferenciamento
Contato e Suporte
 
       

Projeto - 401860 - Cartografias Emergentes

Registro: 401860
Aprovado pelo CENEX em: 15/03/2016
 
Status: Ativo
 
Título: Cartografias Emergentes
 
Data de início: 01/02/2014 Previsão de término:
01/02/2018
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 08/10/2013
 
Órgão Competente: Câmara Departamental
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2011
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo
 
Programa vinculado: IND.LAB
Principal Área Temática de Extensão: Comunicação
 
Área Temática de Extensão Afim: Cultura
 
Linha de Extensão: Organizações da Sociedade Civil e Movimentos Sociais e Populares
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: cartografias, mapeamentos, indisciplinar, produção comum, resistência, ocupações urbanas, lutas urbanas, redes, movimentos sociais, multidão, cidade formal e informal, tecnopolíticas, biopotência
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
O projeto de extensão denominado CARTOGRAFIAS EMERGENTES procura investigar a neoliberalização da política urbana em curso em Belo Horizonte através da produção de cartografias colaborativas por meio da construção de uma rede de protagonismo comunitário e cidadão utilizando processos participativos de construção de mapas e cartografias através de oficinas e workshops. Estes pretendem revelar espacialmente fenômenos urbanos socialmente segregadores, característica esta muito forte nas cidades contemporâneas e, neste caso, RMBH está totalmente inserido neste processo excludente. As ações são registradas on-line, através de plataformas de mapeamento georreferenciado e blog. Toda a atividade tem como produto peças gráficas, como diagramas e cartografias desenvolvidas a partir de dados coletados e em colaboração com as comunidades locais envolvidas. Este projeto procura, portanto, além de construir conhecimento coletivamente através do método da copesquisa cartográfica, investigar as políticas urbanas neoliberais em processo na cidade a partir de uma avaliação crítica das experiências de aplicação. A proposição de projetos de extensão faz parte das diretrizes gerais do Grupo de Pesquisa certificado no CNPQ intitulado INDISCIPLINAR (www.indisciplinar.com).
Este é um projeto de extensão envolvido diretamente com as diretrizes conceituais e práticas do grupo e objetiva-se investigar, através de inúmeros processos de elaboração e síntese de dados, e inúmeros contatos com as comunidades em estado de vulnerabilidade social envolvidas ou movimentos sociais, ambientais e culturais, a produção contemporânea do espaço em seus múltiplos platôs. Considerada a mundialização - os impasses e potencialidades decorrentes - , e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de fazer pensar e forçar criar singularidades. Neste sentido, a dimensão do Comum e a produção da Diferença são norteadores dos estudos e práticas propostas aqui.
Portanto, é desenvolvido um trabalho relacionado diretamente a problemas reais e atuais e se estabelece em diversas frentes associadas a outros projetos do Programa Ind.Lab:
1. Mapeando o comum: http://mappingthecommons.net/pt/mondo/
Mapeando o Comum em Belo Horizonte: http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php…
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php…
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências
3. Cartografias da Cultura
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com/
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php…
4. Natureza Urbana:
Fanpage do projeto:: https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana: https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi
5. Lutas Territoriais:
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,
Mapa territorializado: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php…
6. OUCs e PPPs
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com/
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC
7. Artesanias do Comum
Fanpage: https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php…
8. Urbanismo Biopolítico
Mapa territorializado:
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com/
Wiki:
http://wiki.indisciplinar.com/index.php…
11. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php…
12. Eventos
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/
 
Objetivos gerais:
Pensar e atuar na cidade a partir do método cartográfico é o objetivo. Pressupõem-se agir ao investigar, construir mundos. Os principais territórios cartografados neste projeto são os espaços urbanos em vulnerabilidade social e segregação espacial desenvolvendo processos de trabalho que cruzam teoria e prática, assim como constituem processos de investigação ativa e participativa constituindo redes de resistências junto aos movimentos sociais nos campos das disputa pelo território urbano.
 
Objetivos específicos:
A produção de mapeamentos pode envolver objetivos políticos fundamentais e estratégicos para sua confecção: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumento de pressão e denúncia; d) ter um caráter educativo gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; e) viabilizar uma leitura engajada de dados oficiais; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e formação de redes.
A metodologia participativa engendrada pelo método cartográfico gera um aprendizado que potencializa a percepção espacial associada à experiência militante. Quando se tem presente no mapa um conjunto de fatores, os envolvidos na produção estão aprendendo e multiplicando novas formas de pensar para fazer pensando o/com o espaço.
Faz parte da cartografia um posicionamento político, sentido diferente das cartografias convencionais que acompanham, por exemplo, projetos de planejamento urbano com discurso da neutralidade.
Um dos objetivos deste projeto é apostar nas cartografais como um meio para a atuação em rede junto aos movimentos sociais e outros diversos actantes das lutas urbanas. A importância neste sentido destas cartografias está presente em diversas frentes de investigação dentro e fora do país. Institutos, ONGs, Universidades e coletivos de arte, arquitetos, urbanistas, ativistas, geógrafos, dentro muitos outros atores.
 
Metodologia:
O Projeto de Extensão CARTOGRAFIAS EMERGENTES foi elaborado à partir de uma série de demandas ao Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR para que seus pesquisadores apoiassem o desenvolvimento de estratégias de comunicação que dessem visibilidade às lutas por direitos urbanos. Em geral são demandas que tratam de produção de informação sobre legislação urbana, relações espaciais envolvendo o público e o privado, o direito à habitação, o direito à cidade, ao uso do espaço público e à função social da propriedade. Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante que não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Observa-se que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias surgem ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da copesquisa. O método de ação do projeto em conjunto com os movimentos parte sempre da participação do nosso grupo nas dinâmicas políticas, sociais e espaciais vigentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte e de como as forças se articulam. Ao longo dos últimos 4 anos muitas ações extensionistas foram realizadas junto a movimentos ambientais e sociais em Belo Horizonte e envolviam apoio tecnopolítico como a construção de fanpages, mapas georreferenciados. O foco de toda metodologia é a produção de plataformas tecnopolíticas que conectem as redes e as ruas.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
A avaliação do projeto será realizada através de alguns Indicadores (que contará com o marco zero realizado no primeiro trimestre): Capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias. Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como por exemplo, formação de novos coletivos, criação de associações de bairro, movimentos sociais, cooperativas, ongs e outros; Desenvolvimento de tecnologia social que deve contar com a reutilização do método cartográfico para a produção destas plataformas tecnopolíticas por outros grupos e pessoas. A repercussão que o produto final teve em relação ao conflito urbano que cuminou o inicio das atividades.
 
Site: www.indisciplinar.com
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
O publico alvo é todo e qualquer grupo de cidadãos, ativistas ou movimentos sociais, que desejam se envolver ativamente com a criação de redes de ativismo urbano que venham a repercutir de maneira positiva quanto ao problema em questão. Os conflitos urbanos causados pelas politicas neoliberais no espaço crescem a cada dia, portanto cada dias mais pessoas são afetadas por estas politicas. Acredita-se que estes são também publico alvo em potencial.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Não
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
Desenvolvimento de metodologia e criação de tecnologia social nos processos de produção das cartografias críticas e dos infográficos organizarão dados advindos de categorias distintas (sociais, políticos, econômicos, culturais, etc.) no espaço urbano. O objetivo deste projeto é construir cartografias que conjuguem sinteticamente a complexidade sócio política-espacial em infográficos que espacializem as informações, revelando assim as relações de poder no espaço urbano. Pretende-se realizar experimentações de tecnologias de representação para registrar dados.
As oficinas ocorrerão em ciclos de três meses em locais diferentes de forma paralela e ao mesmo tempo, isto dependerá da urgência e necessidade que este terá de divulgar, referenciar, mapear, diagramar o seu problema ou característica. As oficinas e encontros serão realizados junto a comunidade de 15 em 15 dias (ou quando a situação se fizer necessária).
Os mapas serão criados através de oficinas criativas, participativas, abertas e coletivas.
Nas oficinas será distribuído material para que os mapas sejam desenvolvidos, como: adesivos, lápis, ícones, canetinhas para que as pessoas retratem no mapa suas percepções, suas lutas suas memórias e tudo aquilo consideraremos útil no contexto trabalhado. A proposta e refletir a partir do território de uma forma cultural, social, econômica, política e cheio de subjetividades.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
O desenvolvimento de todas as atividades será acompanhado pela coordenadora do Projeto, levando em conta a participação dos estudantes nas atividades de capacitação e monitoria e a orientação para a produção de um portfólio/relatório que tem sido montado ao longo de todo o processo. Para o artigo científico, o bolsista contará com a orientação do coordenador, membro da equipe, com sessões mensais de orientação individual. Além disto, o blog e a fanpage do facebook (importante dispositivo de comunicação com a sociedade) serão importante fonte de informação para avaliação online e em tempo real das atividades.
 
Processo de avaliação:
A avaliação do projeto sera realizada através de alguns Indicadores (que contará com o marco zero realizado no primeiro trimestre): Empoderamento dos beneficiários; A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas trouxeram. ; Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas. A repercussão que o produto final teve em relação ao conflito urbano que cumino no inicio das atividades.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
O projeto pretende que as oficinas sejam realizadas preferencialmente em espaços públicos escolhidos a partir do entorno urbano em questão. A equipe contará com uma pequena infraestrutura itinerante,uma mesa dobrável. Essa pratica tem como objetivo incentivar a percepção dos participantes quanto a importância e potencia que existe nestes espaços da cidade. Quando não for possível que estas oficinas aconteçam em um espaço publico um outro local aberto a comunidade como, associação de bairro, ONG e etc será escolhido.
Os alunos bolsistas terão um posto de trabalho na EAUFMG, e contarão com 4 computadores para o desenvolvimento das peças gráficas, uma impressora câmeras fotográficas e filmadoras.
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 300
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
Este Projeto já vem sendo realizado em parceria com diversas ONGs, Grupos de Pesquisa e Movimentos Sociais. Também envolve uma disciplina da graduação aberta para toda a Universidade UNI009 CARTOGRAFIAS EMERGENTES, assim como uma disciplina na pós-graduação BIOPOLÍTICAS NO ESPAÇO CONTEMPORÂNEO. Também faz parte do Grupo de Pesquisa do CNPQ de nome INDISCIPLINAR que forma uma rede com grupos de toda América Latina. Duas pesquisas de mestrado já estão em andamento dentro das linhas de pesquisa do Grupo Inidsiciplinar e fazem parte do escopo deste projeto também. Acredita-se no envolvimento direto da Universidade e das atividades acadêmicas com a sociedade no sentido de transformação real do mundo atual num mundo melhor. Portanto, há uma necessidade de envolver alunos bolsistas para que a produção realizada se torne mais sistematizada e a Universidade possa trabalhar a teoria e a prática de forma mais cotidiana e produzir o conhecimento de forma a sociabiliza-lo.
 

   

Av. Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha - Prédio da Reitoria, 6º andar - Belo Horizonte - MG
Fones: (31) 3409-4062 Fax: (31) 3409-4068 - E-mail: siex@proex.ufmg.br