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Programa - 500398 - Natureza Política

Registro: 500398
Aprovado pelo CENEX em: 04/09/2018
 
Status: Ativo
 
Título: Natureza Política
 
Data de início: 01/09/2017 Previsão de término:
28/02/2020
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 23/08/2017
 
Órgão Competente: Congregação
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2017
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Projetos
 
Principal Área Temática de Extensão: Meio Ambiente
 
Área Temática de Extensão Afim: Tecnologia e Produção
 
Linha de Extensão: Desenvolvimento Urbano
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: natureza, política, território, capitalismo, neoliberalismo, território, urbanização extensiva, resistências
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
O Programa NATUREZA POLìTICA está vinculado ao grupo de pesquisa INDISCIPLINAR, sediado na Escola de Arquitetura da UFMG, cujos integrantes são professores, pesquisadores, alunos de graduação e pos-graduação oriundos de diversos campos do conhecimento, que desenvolvem suas atividades buscando a articulação da teoria com a prática e o fortalecimento do tripé ensino-pesquisa e extensão. O programa foi criado em função da percepção que a temática ambiental estava presente em diversos projetos vinculados ao Programa de extensão IND.LAB, e que era preciso organizá-los em um mesmo eixo de investigação, para aproximar melhor suas interfaces e articular politicamente as estratégias de ação. Desde 2016, os projetos de extensão “Artesanias do comum” e “Natureza Urbana” estão trabalhando juntos em uma mesma frente de ação, o Parque das Ocupações, uma área de preservação ambiental localizado nas fronteiras das ocupações urbanas autoconstruídas no Barreiro. A temática ambiental , presente em todas as frentes de ação do projeto “Natureza urbana” (Fica Ficus, Parque Jardim América, dentre outros), ao se juntar às questões sociais associadas à luta pela moradia , ganhou uma conotação política ampliada. Ao mesmo tempo, o projeto “Artesanias do Comum”, que já tinha em seus objetivos o reaproveitamento dos resíduos e a produção de tecnologia social numa esfera muito local, focada nas ocupações urbanas autoconstruídas localizadas na região do Barreiro, passou a incorporar questões regionais e a se conectar com outras lutas ambientais. Também a pauta feminista já vinha sendo incorporada à esse projeto, visto que nas ocupações citadas o papel das mulheres é determinante na produção daquele espaço, inclusive no que diz respeito à forma de se compartilhar e de se distribuir responsabilidades e cuidados, nas suas mais diferentes manifestações. Por sua vez, o projeto de extensão “ Cartografias emergentes” possui, desde sua criação, uma configuração capaz de acolher novas frentes de ação , que podem surgir a partir da percepção de novas demandas advindas de lutas territoriais específicas, ou mesmo de projetos de mestrado e doutorado de orientandos dos professores dos grupo INDISCIPLINAR. Assim, em 2017, duas frentes de ação se conectaram aqui: "Feminismo e espaço" e " Cartografia do Rio Doce". Tal conexão se deu pela interlocução evidente das pautas feministas e ambientais presentes nos projetos de extensão Artesanias do Comum e Natureza Urbana. Percebeu-se também uma possibilidade de ampliação transescalar das questões abordadas. Em 2018, o projeto de extensão "Cartografias do Rio Doce" , ganhou um fôlego maior , por conta da pesquisa de doutorado da Paula Guimarães, que constitui-se na investigação das práticas empresariais relativas ao desastre-crime desencadeado pelo rompimento da barragem em Mariana-MG. Ressalta-se neste contexto que é perceptível a configuração de um campo assimétrico de forças, que permite a influência dos discursos dominantes sobre a percepção dos acontecimentos e principalmente, propiciam o domínio empresarial sobre os encaminhamentos institucionais. Em todos os projetos de extensão que compõem o Programa Natureza Política, é condição a articulação da academia com os movimentos sociais organizados que representem e/ou aglutinem os interesses das populações mais vulneráveis e mais atingidas pelos interesses do Capital. É consenso também que dispositivos tecnopolíticos devam ser construídos para visibilizar e fortalecer as ações de resistências já em ação no território. Por fim, todos os projetos partem do entendimento que que é importante que as discussões e ações construídas pelas equipes dos projetos de extensão sejam feitas localmente , junto aos moradores, e, ao mesmo tempo, sejam articuladas de forma estratégica e ampliada em outras instâncias de negociação (Mesas de negociação, orgãos municipais, Ministério Público), em uma perspectiva de se construir e disputar políticas e financiamentos públicos
 
Objetivos gerais:
O programa “ NATUREZA POLÍTICA” se apoia nos pressupostos das 3 ecologias de Guattari (ambiental, social e mental) que atuam na interface do urbano com o político. Seguindo Chantal Mouffe, o programa tem como objetivo a criação de espaços públicos vivos e agonísticos, a partir do reconhecimento do justo e do ético, do fortalecimento da autonomia dos grupos sociais envolvidos, como também da transformação dos próprios pesquisadores quando em contato com a prática da extensão.
 
Objetivos específicos:
-Cartografia da construção dos fatos políticos que envolvem as disputas territoriais.
-Cartografia dos agentes(atores-humanos) envolvidos nas disputas socioambientais presentes nos territórios de atuação de cada projeto associado.
-Cartografia dos objetos e instrumentos (atores não-humanos) utilizados nos conflitos mapeados.
- Construção de narrativas para contrapor as ações hegemônicas presentes nos conflitos mapeados
- Apoio na elaboração de documentos jurídicos que possam fortalecer as resistências e a permanência aos processos de exclusão da população mais pobres dos territórios de interesse do capital
- Elaboração de documentos técnicos (contra-narrativas, projetos arquitetônicos e urbanísticos, etc) que possam fortalecer as resistências aos projetos de urbanização neoliberal

-Cartografia dos objetos e instrumentos (atores não-humanos) utilizados nos conflitos mapeados.
- Construção de narrativas para contrapor as ações hegemônicas presentes nos conflitos mapeados
- Criação de espaços públicos vivos e agonísticos
 
Metodologia:
As metodologias desenvolvidas neste projeto incluem:
-Cartografia da construção dos fatos políticos que envolvem as disputas territoriais.
-Cartografia dos agentes(atores-humanos) envolvidos nas disputas socioambientais presentes nos territórios de atuação de cada projeto associado.
-Cartografia dos objetos e instrumentos (atores não-humanos) utilizados nos conflitos mapeados.
- Interlocução direta (reuniões, rodas de conversa, etc) com os moradores de territórios de conflito socioambiental.
- Oficinas/workshops de capacitação e trocas de saberes tendo como pressupostos: processo de decisão e projetação compartilhado, tecnologia social e economia solidária.
- Produção de cartilhas e manuais em redes sociais e eventos, em linguagens acessíveis, visando uma divulgação ampla do material produzido (copy left)
- Oferta de disciplinas que possam agregar pessoas e contribuir para o fortalecimento das frentes de ação.
- Elaboração e organização de eventos e seminários que abordem a temática dos conflitos socioambientais.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
Em cada ação do projeto haverá uma forma de avaliar o processo, tendo em vista que as estratégias adotadas em cada frente de ação pode variar de acordo com os grupos envolvidos e com as relações construídas, podendo resultar em produtos diversos: relatórios, entrevistas, artigos acadêmicos, cartilhas e manuais, realização de eventos de discussão (seminários e encontros), elaboração de documentos técnicos, etc.
 
Site: indisciplinar.com
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
O programa será voltado para um público amplo, tendo em vista as diversas escalas de ação propostas em cada projeto associado, mas sempre associado aos grupos sociais mais vulneráveis.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Sim
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
Mapeamento das soluções já em ação nos territórios parceiros
Mapeamento do material técnico e jurídico já publicado sobre o conflito sócio-ambiental
Participação de reuniões com os grupos sociais parceiros
Produção de eventos e workshops com os grupos parceiros
Participação das orientações com os professores coordenadores
Produção de novo material a ser usado para contrapor as narrativas hegemônicas mapeadas
Produção de relatórios
Participação da Semana do conhecimento

 
Plano de acompanhamento e orientação:
Reuniões semanais com participação efetiva dos professores-orientadores como integrantes do projeto acompanhando e orientando os estudantes.

Também serão utilizadas diversas estratégias de trabalho colaborativo via redes sociais (grupos de discussão no facebook, grupos de what's up, grupo de emails).

As postagens no blog também deverão fazer com que todos estejam atualizados o tempo todo em todas as etapas do Programa e seus Projetos.

Participação efetiva em todas as etapas do plano de atividades.
 
Processo de avaliação:
As formas de avaliação têm um leque de indicadores: envolvimento dos grupos sociais parceiros, produção de material para contrapor as narrativas hegemônicas presentes nas disputas socioambientais, acesso à informação produzida, avanço nas discussões e conquistas pautadas pela resistência.
Esses indicadores serão são verificados por meio de rodas de conversa com os grupos parceiros, observação, formulação de questionários, entrevistas, etc.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
Espaço físico da sala 500, sala 304 E e sala 303 da Escola de Arquitetura.
Computadores, mesas e cadeiras, mesa de reunião.
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 10.000
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
O Programa IND.LAB é uma iniciativa vinculada ao Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG denominado Indisciplinar (http://blog.indisciplinar.com) e desenvolve projetos de extensão associados à pesquisa gerando tecnologia social atuando em rede com diversos movimentos sociais. Os projetos extensionistas vinculados a este programa até o momento (agosto de 2017) eram: Cartografias Emergentes, Artesanias do Comum, Natureza Urbana, Compartilhamento e Distribuição do Comum, BH S/A. A partir de setembro de 2017, os projetos Cartografias Emergentes, Artesanias do Comum, Natureza Urbana migrarão para o programa Natureza Política
 

   

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