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Programa - 500325 - IND.LAB - LABORATÓRIO NÔMADE DO COMUM

Registro: 500325
Aprovado pelo CENEX em: 04/09/2015
 
Status: Ativo
 
Título: IND.LAB - LABORATÓRIO NÔMADE DO COMUM
 
Data de início: 15/05/2014 Previsão de término:
31/12/2016
 
   
 
Data da última aprovação pelo Órgão Competente: 14/05/2014
 
Órgão Competente: Congregação
 
 
CARACTERIZAÇÃO
 
Ano em que se iniciou a ação: 2013
 
Unidade: Escola de Arquitetura
 
Departamento: Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo
 
Principal Área Temática de Extensão: Tecnologia e Produção
 
Área Temática de Extensão Afim: NÃO POSSUI
 
Linha de Extensão: Desenvolvimento Regional
 
Grande Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas
 
Palavras-chave: Arquitetura; Urbanismo; Cultura; Arte; Tecnopolítica; Tecnologia Social; Território; Redes Digitais; Cartografias; Artesanias; Movimentos Sociais; Multidão; Biopolítica; Biopotência;Conhecimento Livre
 
 
DESCRIÇÃO
 
Apresentação e justificativa:
O Programa IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG denominado Indisciplinar (http://blog.indisciplinar.com) e pretende desenvolver projetos de extensão associados à pesquisa gerando tecnologia social através de ações diretas com a sociedade distribuídas em dois eixos metodológicos que se cruzam:

1) O EIXO DE ALTA TECNOLOGIA pretende desenvolver ações que utilizam a tecnologia digital e as redes na internet com intensidade. Mapas georreferenciados, cartografias críticas colaborativas em rede, aplicativos para celular e outras maneiras de atuar dentro do que compreende como Cidade Instantânea ou Inteligente. Os dispositivos para realização dos projetos com ênfase neste eixo também se encaixam no que denominamos urbanismo performativo. Dois dos PROJETOS DE EXTENSÃO ASSOCIADOS A ESTE PROGRAMA aqui proposto já estão sendo executados são: 1) Multitude: Cartografia da Cultura Multitudinária e 2) Cartografias Emergentes. Em ambos estão envolvidas também disciplinas de graduação e pós-graduação com vários experimentos sendo desenvolvidos com relação ao uso de plataformas digitais colaborativas para construção de mapas georreferenciados com dados que levantam a cultura, os commons urbanos, enfim, problemas, potencialidades e ações multitudinárias nas metrópoles. As disciplinas são: UNI009_Cartografias Emergentes, que é aberta para toda a universidade, ea disciplina ARQ 033 - Projeto Integrado do Design. OBS: entramos no edital para a construção de um INCT INSTITUTO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA com uma proposta denominada TECNOPOLÍTICAS: territórios urbanos e redes digitais, utilizando já nossa experiência envolvendo este programa.

2) O EIXO DE BAIXA TECNOLOGIA possui projetos que trabalham principalmente artesanias acreditando que a autogestão dos espaços e de diversas ações colaborativas podem ser desenvolvidas dentro de uma lógica tática de confecção dos próprios utilitários, mobiliário, e arquitetura. A ênfase nas artesanias também pressupões o uso de materiais recicláveis e reutilizados e a produção coletiva dos espaços. Há um terceiro projeto associado a este programa 3)ARTESANIAS DO COMUM e pretende montar 3 laboratórios de confecção artesanal no Espaço Comum Luiz Estrela, que é uma ocupação cultural que conseguiu consessão de uso durante 20 anos. Pretende-se construir mobiliário e coleções de produtos artesanais para serem comercializados dentro dos preceitos da economia solidária.

OBS: Sobre o Grupo INDISCIPLINAR: é um Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG, e tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada o espaço social e os processos de globalização e mundialização - os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes - toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades. A dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas. O grupo é formado por professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós- graduação oriundos de diversos campos do conhecimento (Arquitetura, Economia, Geografia, Letras, Direito, Filosofia, Engenharia, Design, Biologia, Sociologia, Antropologia, dentre outros) e de várias instituições acadêmicas (Universidad Javeriana de Bogotá, UFMG, Universidade de Itaúna, Puc Minas, Centros Universitários UNA e UNIbh), profissionais e cidadãos interessados na temática urbana. O grupo articula-se em rede com outras instituições e grupos de pesquisa tais como Práxis (EAUFMG), Pólos da Cidadania (Direito UFMG), Cidade e Alteridade (Direito UFMG); coletivos diversos como a ONG Real da Rua, Brigadas Populares, Favela é isso aí, JA.CA, dentre outros. As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, pesquisa e ex
 
Objetivos gerais:
Os objetivos dos projetos envolvidos neste programa são produzir tecnologia social reaplicável seja através do uso de alta ou baixa tecnologia. Pretende-se construir um programa a partir de projetos que já estão sendo conduzidos e todos em relação direta com temas urbanos, políticos e sociais atuais. Os projetos pretendem produzir dispositivos de alta e baixa tecnologia como formas de potencializar as ações das comunidades em estado de vulnerabilidade social nas lutas contra hegemônicas.
 
Objetivos específicos:
1. Produção de conhecimento desierarquizado e de instrumentos e dispositivos para ações de resistência ao capitalismo neoliberal que se estende sobre todo o espaço urbano expropriando o comum;
2. Confecção de mapas que envolvem objetivos políticos estratégicos: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumento de pressão e denúncia; d) ter um caráter educativo gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e parcerias;
3. Confecção de artesanias e de arquitetura tática que possa: g) auxiliar na autogestão dos espaços de produção do comum como os ocupas, as vilas e favelas os espaços culturais, as hortas urbanas, produzindo mobiliário, artesanato, arquitetura de auto -construção; etc.
4. Produção de eventos que envolvam a universidade (ensino, pesquisa e extensão) de maneira indissociada. 5. Produção de livros, revistas e material gráfico contendo artigos e manuais de faça-você-mesmo.
 
Metodologia:
As metodologias desenvolvidas em cada projeto deste programa terão suas estratégias voltadas para as necessidades do projeto naquele momento. Mas de maneira geral todo o processo de produção do conhecimento e de construção das ações deverão conter as noções básicas da tecnologia social.
No caso dos projetos envolvendo as cartografias (Cartografias Emergentes e Multitude), que para nós é uma metodologia de pesquisa e ação, pretende-se: documentar, clarear e sintetizar informações, revelar relações, expandir o significado dos dados. Fazer um mapa implica sintetizar e confinar situações complexas e em constante movimento em uma espécie de diagrama. eRsentar a complexidade política e econômica do cotidiano em um plano bidimensional não só remete a questões sociais, mas também à representação geográfica que possuam o espaço físico e territorial como lugar onde a vida se dá. Portanto as ações serão registradas on-line, através de plataformas de mapeamento georreferenciado e blog. Toda a atividade terá como produto peças gráficas, como diagramas e cartografias desenvolvidas a partir de dados coletados e em colaboração com as comunidades locais envolvidas. Alem disto pretende-se através da realização de eventos criar parcerias e conexões com pessoas que possuem a mesma linha de trabalho.
No caso dos projetos envolvendo as artesanias, pretende-se criar oficinas de capacitação em artesanato e design aproveitando a nossa vasta experiência em coordenação de projetos como o ASAS - Artesanato Solidário no Aglomerado da Serra (http://projetoasas.org/blog/category/aglomeradas/) e o DESEJACA - Desenvolvimento Sustentável e Empreendedorismo Social no Jardim Canada (http://programadesejaca.wordpress.com). A idéia é produzir artesanias e construir técnicas que possam ser reaplicadas através de manuais e cartilhas que serão disponibilizados para que todos e qualquer um possa criar os produtos através da informação.
Toda a produção deste programa deve ter uma noção clara de Copyleft e ativar processos de empoderamento social e autonomia de grupos sociais. As oficinas e laboratórios serão nômades e deverão ter infra-estrutura nômade para atuar em diversas comunidades.
 
Forma de avaliação da ação de Extensão:
A cada ação do programa haverá uma forma de avaliar o processo.
 
Site: indisciplinar.com
 
Origem do público-alvo: Interno e Externo
 
Caracterização do público-alvo:
O público alvo do programa é vasto, pois pretende-se ativar processos de empoderamento social e autonomia de grupos sociais. As oficinas e laboratórios serão nômades e deverão ter infra-estrutura nômade para atuar em diversas comunidades.
 
Captação por edital de fomento: Não
 
Articulado com política pública: Não
 
 
ESTUDANTES MEMBROS DA EQUIPE
 
Plano de atividades:
Os planos de trabalho estão mais detalhados em cada projeto vinculado a este programa:
1) Projetos pertencentes ao Eixo de alta tecnologia envolvendo cartografias: Desenvolvimento de metodologia e criação de tecnologia social nos processos de produção das cartografias críticas e dos infográficos organizarão dados advindos de categorias distintas (sociais, políticos, econômicos, culturais, etc.) no espaço urbano. Construir cartografias que conjuguem sinteticamente a complexidade sócio política-espacial em infográficos que espacializem as informações, revelando assim as relações de poder no espaço urbano. Pretende-se realizar experimentações de tecnologias de representação para registrar dados.
Os mapas serão criados através de oficinas criativas, participativas, abertas e coletivas.
Nas oficinas será distribuído material para que os mapas sejam desenvolvidos para que as pessoas retratem no mapa suas percepções, suas lutas suas memórias e tudo aquilo consideraremos útil no contexto trabalhado. A proposta e refletir a partir do território de uma forma cultural, social, econômica, política e cheio de subjetividades.
2) Projetos pertencentes ao Eixo de baixa tecnologia envolvendo artesanias: encontros para capacitação nas técnicas artesanais e produção de produtos tanto para serem utilizados pelas comunidades envolvidas como para serem comercializados no sistema de economia solidária.
 
Plano de acompanhamento e orientação:
O desenvolvimento de todas as atividades será acompanhado pela coordenadora do Projeto, levando em conta a participação dos estudantes nas atividades de capacitação e monitoria e a orientação para a produção de um portfólio/relatório que tem sido montado ao longo de todo o processo. Para o artigo científico, o bolsista contará com a orientação do coordenador, membro da equipe, com sessões mensais de orientação individual. Além disto, o blog e a fanpage do facebook (importante dispositivo de comunicação com a sociedade) serão importante fonte de informação para avaliação online e em tempo real das atividades.
 
Processo de avaliação:
A avaliação do projeto sera realizada através de alguns Indicadores (que contará com o marco zero realizado no primeiro trimestre): Empoderamento dos beneficiários; A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas trouxeram. ; Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas. A repercussão que o produto final teve em relação ao conflito urbano que cumino no inicio das atividades.
 
 
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
 
Infra-estrutura física:
O projeto pretende que as oficinas sejam realizadas preferencialmente em espaços públicos escolhidos a partir do entorno urbano em questão. A equipe contará com uma pequena infraestrutura itinerante,uma mesa dobrável. Essa pratica tem como objetivo incentivar a percepção dos participantes quanto a importância e potencia que existe nestes espaços da cidade. Quando não for possível que estas oficinas aconteçam em um espaço publico um outro local aberto a comunidade como, associação de bairro, ONG e etc será escolhido.
Os alunos bolsistas terão um posto de trabalho na EAUFMG, e contarão com 4 computadores para o desenvolvimento das peças gráficas, uma impressora câmeras fotográficas e filmadoras.
Também teremos 3 oficinas completas de Tecelagem, Estamparia e Marcenaria de mão que será montada, primeiramente, no Espaço Comum Luiz Estrela.
Vínculo com Ensino: Sim
Vínculo com Pesquisa: Sim
Público estimado: 25.000
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
Informações adicionais:
Este é um Programa que pretende ser nômade e estabelecer diversas parcerias com ONGS, grupos sociais, grupos culturais, ocupações, Vilas e favelas, outros grupos de pesquisa, etc.
 

   

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